Handebol feminino encara Rússia e tenta manter campanha invicta
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 02 de agosto de 2012
Paulo Favero <br> Agência Estado 
Londres - Duda Amorim tem sido uma das principais jogadoras da seleção brasileira feminina de handebol na brilhante campanha realizada até o momento nos Jogos de Londres. Hoje, a partir das 12h15 (horário de Brasília), ela estará em quadra novamente para enfrentar a Rússia e terá uma torcedora muito especial que estará assistindo à partida no Brasil: sua irmã Ana, que também atuou em uma edição da Olimpíada, em Atenas (2004). ''Eu comecei a jogar por causa dela'', confessa Duda.
Três anos mais velha, Ana trabalha em uma padaria da família em Blumenau (SC). Não conseguiu pegar a grande fase da seleção feminina, que começou nos últimos anos e chegou ao auge neste momento, com uma invencibilidade de 21 partidas e com vitórias diante das equipes mais poderosas do mundo. ''Nós jogamos pouco tempo juntas'', explica Duda. ''Agora estou realizando o sonho dela e continuando sua história na seleção, que é parecida com a minha. E ela está acompanhando tudo de perto.''
Para Dani Piedade, veterana da seleção brasileira e que atuou com as duas irmãs, Duda conseguiu chegar um pouco mais longe. ''Eu estive em Atenas com a Ana e agora com a Duda, que foi para o exterior e adquiriu uma grande qualidade técnica. Ela é alta, mas sem ser lenta, é forte na defesa e muito ágil'', conta a jogadora.
As duas tentarão levar o Brasil nesta sexta-feira à quarta vitória no Grupo A, no qual a seleção feminina está na liderança isolada com 6 pontos, dois a mais que Rússia, Montenegro e Croácia. A partida é uma repetição do confronto que ocorreu no último Mundial, realizado em dezembro, em São Paulo, quando as brasileiras ficaram com o quinto lugar após vencerem as russas por 36 a 20. ''Eu não me recordo se alguma vez na história a seleção feminina da Rússia perdeu por 16 pontos de diferença'', afirma o técnico Morten Soubak. Para Dani Piedade, o adversária virá com muita força. ''Antes daquela competição, a Rússia era bicampeão mundial. Acho que elas vão vir com um sentimento de revanche.''


