São Paulo - As meninas da seleção brasileira de handebol chegaram otimistas em Atenas. Será a segunda participação da equipe feminina em Jogos Olímpicos a primeira foi em Sydney/2000 (oitavo lugar). Além de realizarem o sonho de disputar o maior evento esportivo do mundo, as moças levam na bagagem grandes expectativas de beliscar a medalha de bronze. A estréia será dia 15, diante das donas da casa.
Há duas semanas, a equipe brasileira disputou o Torneio Pré-Olímpico da França, onde conseguiu um grande feito: bateu a Dinamarca, atual campeã olímpica. Além disso, perderam por apenas dois gols da Hungria, atual vice-campeã mundial e vice-campeã olímpica. Os resultados deram mais gás para a equipe comandada pelo técnico Alexandre Schneider.
''Nossa cabeça está totalmente diferente. A expectativa aumentou, a equipe está mais unida e motivada. Ganhar da Dinamarca foi uma surpresa para nós, mas para elas também. E em Atenas vai ser a mesma coisa: se derem mole, a gente vai para cima. Como todo brasileiro, vamos buscar brechas para chegar à vitória'', diz Aline ''Pará'', que joga na ponta-esquerda.
Um dos destaques da equipe, Aline ''Chicória'' é conhecida por sua força física. Aos 25 anos, a armadora esquerda vai para a segunda Olimpíada. ''Embora nosso objetivo seja ficar entre os seis primeiros e melhorar a oitava colocação da última Olimpíada, todo mundo sonha com medalha. Quando ganhamos da Dinamarca, nossa auto-estima aumentou. Já estávamos confiantes, mas aquele torneio serviu para mostrar que não estamos tão longe assim das potências européias'', analisa. ''Se os outros times bobearem, a gente vai mesmo para fazer uma boa campanha.''
Estreante em Jogos Olímpicos, o treinador brasileiro admite a ansiedade do grupo. ''Dá um friozinho na barriga. Começamos o trabalho em fevereiro e parecia que a Olimpíada estava tão longe...agora estamos indo para a Grécia. A missão de preparação foi cumprida'', comemora Schneider.
Outra que disputará sua primeira Olimpíada será a armador Millene, de 21 anos. ''Vou realizar esse sonho muito antes do que imaginava. Nem dá para acreditar direito que vou mesmo para Atenas'', conta a jogadora, que se firmou na equipe brasileira no ano passado, quando foi convocada para o Mundial da Croácia.
Assim como 'Chicória', Millene não esqueceu de colocar a máquina fotográfica na mala. ''Quero tirar muitas fotos, estou muito ansiosa para saber o que é a Vila Olímpica. É engraçado, porque antes a gente via todos aqueles atletas na tevê, e logo serão os meus pais que estarão me vendo. Será uma bela experiência.''

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