Handebol estréia contra campeã mundial
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sexta-feira, 13 de agosto de 2004
Janaina Tupan Frare<br> Especial para a Folha 
Atenas - A seleção brasileira masculina de handebol estréia hoje, às 15h30, contra a França, campeã mundial de 2001, no Ginásio Tonikos Hall, em Atenas. Mesmo jogando contra um dos favoritos à medalha de ouro, o técnico Alberto Rígolo, não desanima.
''É como se tivéssemos determinado uma caminhada à pé do Rio Grande do Sul ao Maranhão. Se corrermos, corremos o risco de não chegar. O importante agora é caminhar. Já saímos do Rio Grande do Sul. Não podemos parar de andar'', diz o treinador, que também esteve presente nos Jogos olímpicos de Atlanta (96).
''Acho que nem eu estava preparado para ir àqueles Jogos. As duas vezes que o Brasil esteve presente em Olimpíada herdou a vaga de Cuba em cima da hora. Nunca tivemos tempo de nos preparar. Oito anos depois, acho que a minha maturidade e de toda a equipe evoluiu. Hoje temos condições de brigar por um melhor resultado'', explica o técnico.
O Brasil já participou de duas edições dos Jogos Olímpicos. Barcelona (92) e Atlanta (96). Na primeira conquistou o 12º lugar, diminuindo uma posição na edição seguinte dos Jogos. ''Sabemos que a nossa realidade é muito diferente dos outros países, mas um oitavo lugar já estaria de bom tamanho. Claro que buscamos mais. A sexta colocação pra gente seria equivalente à medalha de ouro'', exemplifica.
''Não podemos subir uma escada de três em três degraus. Já subimos bastante nesses últimos anos. Acho que o handebol brasileiro tem tudo para evoluir ainda mais, mas é necessário um pouco mais de tempo'', completa.
O Brasil está no grupo mais forte da competição. Além de França, terá pela frente Alemanha, atual campeã européia, Hungria, Egito e Grécia. ''Vamos jogar o jogo da nossa vida em cada uma das partidas'', diz o goleiro titular, Marcão.
No handebol masculino, três maringaenses entram em quadra. O goleiro Alexandre Vasconcellos, que, segundo o técnico deverá substituir o goleiro Marcão principalmente na hora de defender os gols de sete metros, e os pontas Jair Henrique Alves e Renato Tupan Ruy. ''Esta é a chance de melhorarmos a classificação do Brasil e entrarmos para a história'', diz Vasconcellos.


