Londres - Em 2005, o técnico Morten Soubak deixou a Dinamarca, que tinha a liga feminina de handebol mais forte do mundo, para ser treinador no Brasil. Hoje, olhando para trás, ele percebe que fez a coisa certa. ''Várias pessoas em meu país acharam estranho. Mas era um sonho trabalhar em outro país com esse esporte'', afirmou Morten, que comanda a seleção feminina nesta quarta-feira, às 12h15 (de Brasília), contra a Grã-Bretanha, nos Jogos Olímpicos de Londres, pela terceira rodada do torneio.
Claro que não é só por causa dele que a modalidade evoluiu bastante no Brasil nos últimos anos. Além de um planejamento da confederação, muitas atletas foram atuar na Europa, em campeonatos fortes. ''Se for ver, atualmente as brasileiras atuam em equipes grandes e são titulares. Não estão lá apenas para formar o grupo'', disse.
Ele explica que as atletas nacionais têm uma característica comum que deixa a seleção bastante raçuda. ''Não é a altura que faz diferença, não é o físico... Acho que criamos um perfil de atletas guerreiras e vamos até o fim com isso''.
Nas duas primeiras rodadas da competição, o Brasil venceu Croácia e Montenegro, seleções fortes e de tradição. Nesta quarta, encara a Grã-Bretanha, que é considerada a mais fraca do grupo. Depois é a vez da Rússia, que tem um bom time, e na última rodada enfrenta Angola, que também vem crescendo bastante nos últimos anos.
Como quatro seleções de cada grupo se classificam, basta uma vitória diante das donas da casa para carimbar a vaga para as quartas de final. ''Estamos mostrando que temos um time que pode enfrentar as melhores equipes do mundo'', ressalta o técnico.

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