Londrina - Uma corriqueira aula de educação física na escola, ainda na quinta série, influenciou o jovem Caio Vinicius Cruz a treinar handebol. De maneira instintiva, aos 13 anos ele acredita que ''o handebol vai dar futuro''. Outra motivação que o garoto elenca é sua admiração pelos jogadores adultos: ''Eu tento me espelhar neles''.
O jovem atleta integra o projeto ''Arremessando para o futuro'', cuja proposta é formar jogadores de handebol, sem esquecer de trabalhar com o âmbito da inclusão social. Há 11 anos atuando em Londrina, Cláudio Lísias Gonçalves, técnico do projeto e jogador da equipe adulta da Unopar/FEL/Sercomtel, explica que iniciar cedo nos treinamentos é importante para conseguir formar bons jogadores. ''Antes existia, mas era pouco desenvolvido, porque não visava a formação de atletas profissionais'', aponta.
Cláudio atribui à falta de uma categoria de base a deficiência do esporte no passado. Hoje, as crianças podem treinar em duas categorias distintas: mirim (entre 10 e 12 anos) e infantil (entre 13 e 14 anos). Para melhor aproveitar o rendimento das crianças, ele acredita que é necessário fazer um treinamento diferente dos adultos. ''Nos primeiros treinos as técnicas do esporte ficam em segundo plano. Os exercícios são feitos com base em brincadeiras e vivências do esporte. Só depois transferimos isso para a forma de jogo'', explica o instrutor.
Mas também é importante iniciar o jovem à prática do esporte, porque se limitar aos treinos e preparos físicos ficará mais difícil de visualizar o handebol em si. ''No final, podemos perder o atleta para outros esportes.'', acredita. Outro ponto fundamental é incentivar a formação do caráter das crianças e a importância das hierarquias, por meio do respeito aos mais velhos.

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