Handebol corre sério risco de não disputar Liga Nacional
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segunda-feira, 29 de julho de 2013
Rafael Souza<br>Reportagem Local 
Quase sete meses se passaram e a situação do handebol masculino londrinense pouco mudou. Desde o rompimento do contrato de patrocínio máster com a Unopar, no final do ano passado, o time duas vezes campeão nacional faz o que pode para continuar na ativa. Sem um novo parceiro que possa ajudar a bancar as despesas, a equipe que completa 16 anos em 2013 corre grandes riscos de ficar fora da Liga Nacional, o principal torneio do país.
Até o momento, o time possui apenas dois patrocinadores menores e a parceria da Unopar, que continua cedendo as bolsas de estudo para os atletas. O problema é que o dinheiro arrecadado cerca de R$ 50 mil ainda não dá nem para honrar com a contrapartida exigida pelo convênio com o Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos, da Prefeitura de Londrina. Para resgatar a verba, o técnico Giancarlos Ramirez necessita ao menos de R$ 60 mil, 50% do que o município exige em troca para não ser ele o único mantenedor das equipes conveniadas.
Para piorar, dos R$ 50 mil que arrecadou, pouco mais de 40% já foram utilizados para arcar com as despesas geradas nas disputas de duas fases do Campeonato Paranaense e a Copa do Brasil. Pelas contas do treinador, ele precisa de pelo menos mais R$ 30 mil para conseguir resgatar o dinheiro da Prefeitura e garantir a participação na Liga Nacional. E para isso, tem um prazo: 20 de agosto. "Estamos sem a grana para garantir a contrapartida, e sem ela, estamos fora da Liga", afirmou, resignado, o técnico.
Na última sexta-feira, numa reunião com a presença de dez dos 12 participantes do torneio nacional, os dirigentes foram informados que o dinheiro do patrocinador, anunciado recentemente exclusivamente para a competição, será liberado apenas em outubro e por isso só será usado em 2014. Para esta temporada, o certame será realizado novamente em formato reduzido e com as despesas bancadas pelos próprios times (leia mais no box). Mas ainda há um alento. "A Confederação vai tentar numa reunião na sexta-feira com o Banco do Brasil apoio para ajudar os times", contou Ramirez.
Enquanto isso, o treinador segue tentando reunir forças para não ver seu time morrer. Ele já se encontrou com vereadores e tenta uma reunião com o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) para cobrar mais apoio da Fundação de Esportes (FEL) na busca por parceiros. Ele garante também negociar com empresas privadas e conta com o apoio de uma agência de marketing nessa missão. Porém, o otimismo de outros momentos, já não se sente mais na fala do comandante.
"Temos reuniões agendadas, existe o interesse de algumas empresas, mas entre o interesse e confirmar o patrocínio é difícil", comentou Ramirez. "Se não conseguirmos, vamos jogar apenas o Paranaense e terminamos o ano assim", completou, em tom de desabafo.


