HANDEBOL - O MUNDO É DA FRANÇA!
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segunda-feira, 02 de fevereiro de 2015
GUILHERME CARDOSO ENVIADO ESPECIAL Doha (QAT)<br> [email protected] 

Quem diria: justamente um jogador naturalizado infernizou a vida do Qatar na decisão do Mundial masculino de handebol. Com uma atuação brilhante de Nikolas Karabatic, nascido nas ex-Iugoslávia, a França derrotou os donos da casa por 25 a 22, ontem, na Arena Lusail.
É o quinto título mundial dos franceses.
Um recorde. Eles ainda garantiram uma vaga na Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro.
Pela primeira vez dava para dizer que havia uma divisão na torcida em uma partida dos qataris. Afinal, a torcida francesa marcou presença no ginásio e conseguiu competir com os gritos dos locais.Nem a presença do emir Tamim bin Hamad Al Thani na tribuna ajudou.
O gol de Youssef Benali para abrir o placar aos três minutos de jogo certamente aumentou as esperanças do Qatar em conquistar um título inédito e acabar com o dom ínio europeu. A defesa de um pênalti por Goran Stojanovic deixou os donos da casa ainda mais animados.
Mas tudo acabou por aí.
A partir de então, a França fez prevalecer seu favoritismo de equipe bicampeã olímpica e atual campeã europeia. Os visitantes assumiram a liderança no marcador com 2 a 1 e não perderam mais. Até viram os donos da casa chegarem perto. Mas não passou disso.
E se o Qatar baseia seu jogo muito nos atletas nacionalizados, como o cubano Rafael Capote, o sérvio Zarko Markovic (artilheiro do jogo com sete gols) e o goleiro bósnio Danijel Saric, os franceses se apoiam na velocidade e movimenta ção de Narcisse e Nyokas e nas boas atuações de Thierry Omeyer.
E Nikolas Karabatic? O armador comandou o ataque e a defesa francesa. E quando estava difícil passar pelo setor defensivo qatari, ele achava brecha. Vale lembrar: o camisa 13 nasceu na ex-Iugoslávia e é sérvio. Mas logo aos três anos mudou para a França por causa do pai, ex-jogador de handebol.
Com Bernardo Cruz Os repórteres viajam a convite da Organização


