Budapeste - Lewis Hamilton estava no centro de uma entrevista coletiva pós-GP, o que não acontecia desde a etapa da China do ano passado, há nove meses. Mas, logo na segunda pergunta sobre seu desempenho na corrida, deixou a resposta para mais tarde. Preferiu falar sobre o amigo Felipe Massa. ''Foi um dia muito triste. Sentimos muita falta dele por aqui'', disse, para só então atender ao entrevistador. ''Passamos por várias experiências boas e ruins nos últimos tempos, mas consegui colocar tudo isso em prática hoje'', concluiu.
Campeão em 2008, Hamilton passou por uma fase complicada no começo do ano. Até ontem, seu melhor resultado era um quarto lugar, no Bahrein. Mas, na Hungria, depois de andar bem nos treinos livres, foi absoluto na corrida. Largando em quarto, fechou a primeira volta em terceiro, beneficiado por um toque de Kimi Raikkonen em Sebastian Vettel que jogou o alemão para trás. Mais veloz na pista, ultrapassou Mark Webber na quinta volta: vice-líder. Na 12, chegou à liderança: pole, Fernando Alonso fez um desastrado pit stop, perdeu a roda ao voltar à pista e abandonou a prova. Hamilton então começou a abrir vantagem e garantiu a vitória.
O líder do campeonato, Jenson Button, sexto colocado, estava longe da felicidade. Há um mês, tinha 23 pontos sobre o segundo, seu companheiro de equipe, Rubens Barrichello. Hoje, tem 18,5 para um piloto de um time adversário em franca ascensão. ''Não adianta mais a gente só ficar reclamando. As outras equipes melhoraram seus carros, e o nosso piorou. Red Bull, Ferrari, McLaren e Williams certamente estão mais rápidas''.
Os brasileiros não pontuaram. Rubens Barrichello foi o décimo. Nelsinho Piquet, da Renault, ficou em 12º.
Suspensão
A equipe Renault foi suspensa do GP da Europa, próxima etapa da F-1, no dia 23 de agosto, no circuito de rua de Valência, da Espanha, por ter sido considerada negligente em um incidente com Fernando Alonso, ontem, quando uma roda soltou de seu carro durante o GP da Hungria.

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