Hamilton pode deixar Xangai como campeão mundial de Fórmula 1
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sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Folhapress 
Xangai, China - Mais de um ano depois, as recordações daquele 7 de outubro ainda estão frescas na memória. Após o título perdido e uma temporada de altos e baixos, Xangai novamente está no caminho de Lewis Hamilton.
Pelo segundo ano seguido, seu segundo na F-1, o inglês tem a chance de se tornar, aos 23 anos, o mais jovem vencedor da categoria dependendo da combinação de resultados do GP da China, que acontece na madrugada de domingo, às 5 horas.
Sua missão, porém, é mais complicada do que em 2007, quando precisava apenas chegar à frente do então companheiro de time, Fernando Alonso, para ficar com o título com uma etapa de antecipação.
Agora, para dar à Inglaterra seu primeiro título desde a conquista de Damon Hill, em 1996, o piloto da McLaren obrigatoriamente tem de abrir mais seis pontos de vantagem sobre Felipe Massa, o segundo na classificação. Caso contrário, pelo terceiro ano consecutivo, a decisão irá para o GP Brasil, em Interlagos, no próximo dia 2.
Para complicar a situação, há uma semana, em Fuji, saindo da pole e vendo Massa apenas em quinto, Hamilton se afobou na largada e acabou jogando Kimi Raikkonen fora da pista na tentativa de ganhar postos. Foi punido com um ''drive though'' e, antes que chegasse aos boxes para cumpri-lo, tentou ultrapassar Massa, que se defendeu, e eles se tocaram. O inglês rodou e viu sua corrida praticamente acabar, já que não chegou à zona de pontos.
''Quero me redimir do que aconteceu na semana passada'', declarou Hamilton em Xangai. ''Não estou pensando em vencer o título aqui. No ano passado, eu achava que seria mais fácil se ganhasse logo na China.''
''Agora estou levando em conta o fato de que há duas corridas e é importante atacar, mas também terminar essas duas provas. Não vou entrar na pista pensando: ''Tenho que resolver isso agora''', completou.
Em situação diferente, Massa, na F-1 desde 2002, mas que pela primeira vez disputa um título, acredita que, independentemente de quem tem vantagem na classificação, neste momento, a pressão é a mesma. ''Acredito que os dois trabalhos sejam igualmente difíceis, tanto recuperar quanto manter pontos'', falou o ferrarista, que liderou o Mundial apenas após o GP da França, em junho. ''Obviamente que eu preferiria estar na liderança, mas a pressão é igual. Sendo um piloto da Ferrari, você se acostuma a viver pressionado o tempo todo'', disse. ''Não importa se você lidera o campeonato ou se não marcou pontos em duas corridas, como aconteceu comigo no começo do ano. A pressão é sempre por resultados.''
Além deles, Robert Kubica, da BMW, também tem chances de ficar com o título. Para o polonês, porém, a situação é bem mais complicada, já que seu carro não tem rendido mais como até alguns meses atrás.


