Londres - O inglês Lewis Hamilton declarou ontem que não deseja ganhar o título de campeão do mundo da Fórmula 1 através de uma decisão da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). ''Quero ganhar na pista. Ser promovido depois que outras pessoas foram desclassificadas não é a maneira como eu quero fazer isto'', disse.
Sua equipe, a McLaren, recorreu no domingo da decisão da FIA de não punir as equipes BMW Sauber e Williams, suspeitas do uso de combustível adulterado no Grande Prêmio do Brasil.
O finlandês Kimi Raikkonen, da Ferrari, venceu a prova e conquistou o Mundial de pilotos. Porém, se o Williams de Nico Rosberg (4º) e os BMW de Robert Kubica (5º) e Nick Heidfeld (6º) fossem penalizados, o título mundial cairia no colo de Lewis Hamilton, que completou a prova na sétima posição. ''Ter o título mundial retirado é um pouco cruel e provavelmente não seria muito bom para o esporte'', destacou o piloto inglês.
''Seria estranho depois do trabalho fantástico de Kimi nas última duas provas e de sua vitória no domingo''. ''Eu tenho apenas 22 anos e existirão muitas outras oportunidades para vencer o campeonato mundial. Eu não tenho dúvidas de que podemos fazer isto no futuro'', acrescentou.
A decisão oficial sobre o campeão do Mundial de Fórmula 1 será conhecida em uma audiência na Corte de Apelação da FIA, que deve ser marcada para o dia 10 de novembro.
Alonso
O bicampeão mundial Fernando Alonso garante que a Renault, equipe pela qual conquistou seus dois títulos mundiais, não seria sua primeira opção para a próxima temporada caso a McLaren decida liberá-lo de seu contrato. ''Não conversei com nenhuma equipe. Não sei se a McLaren me concederá a liberdade, porém se eles fizerem isso, a Renault não seria a minha primeira opção'', revelou o espanhol.
Alonso foi o terceiro colocado do GP do Brasil deste domingo, posição que foi insuficiente para levá-lo ao tricampeonato. Após a corrida de Interlagos, o chefe da McLaren, Ron Dennis, declarou que o futuro do espanhol será decidido dentro de 15 dias. Se seu futuro não for na Renault, o asturiano poderia ser contratado pela Toyota, que já manifestou interesse em contar com seus serviços.

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