Fuji, Japão - Aos pés do Monte Fuji, o cenário é o mesmo de 379 dias atrás. Na ponta da classificação da F-1, o mesmo nome, Lewis Hamilton. Mas, apesar das aparências, muitas coisas estarão diferentes quando for dada a largada para a antepenúltima etapa do ano, o GP do Japão, à 1h30 de domingo (de Brasília).
Escaldado pelo ano passado, quando saiu de Fuji com 12 pontos a mais do que Fernando Alonso e, podendo ser campeão na semana seguinte, viu o sonho começar a ruir numa caixa de brita na China e acabar de vez em Interlagos, o inglês diz ter aprendido com seus erros. E afirma estar mais comedido.
''Não acho que o que aconteceu em 2007 tenha sido porque eu ainda não estava preparado para ser campeão'', afirmou ele à reportagem, no escritório da McLaren no Japão, após soltar um ''ciao'' antes da entrevista, na tentativa de fazer um cumprimento em português.
Resultado da experiência ou apenas coincidência, o fato é que o momento de Hamilton atualmente é bem distinto do que ele vivia ao chegar a Fuji um ano atrás, em sua primeira temporada na categoria.
Depois de um início avassalador, em que foi ao pódio nas nove primeiras corridas e conseguiu duas vitórias, sua performance começou a cair. Em cinco corridas, venceu uma e ficou três vezes fora do pódio.
Agora, após um começo de temporada irregular, em que alternou belas performances com alguns erros primários, embalou justamente após ganhar em casa, quando assumiu a liderança do Mundial e de onde não mais saiu - já são sete GPs seguidos pontuando.
Nesse mesmo período, Felipe Massa, seu rival pelo título, deixou de pontuar em três oportunidades. Resultado disso, a vantagem do piloto da McLaren, que chegou a ficar em um ponto, agora é de sete.
Faltando três corridas para o fim da temporada - o grid de largada seria definido nesta madrugada -, dependendo da combinação de resultados, pode sair mais uma vez do Japão com chance de arrebatar o Mundial na semana que vem, em Xangai.

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