Halo volta a ser destaque na Fórmula 1
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sexta-feira, 31 de agosto de 2018
Folhapress 
São Paulo - O polêmico halo voltou a ser colocado à prova na sexta-feira (31), na segunda sessão de treinos livres para o GP da Itália. Depois que o DRS de sua Sauber não fechou automaticamente assim que ele freou para a primeira chicane do circuito de Monza, Marcus Ericsson bateu com violência no muro, a cerca de 320km/h, e capotou três vezes.
Assim como acontecera com seu companheiro de equipe no último domingo (26), as marcas no halo deixaram claro que a proteção foi atingida no acidente. Mesmo assim, o halo ainda não convence todos os pilotos do grid. Para Max Verstappen, houve um exagero na reação ao acidente de Charles Leclerc, cujo halo foi atingido pela roda dianteira esquerda da McLaren de Fernando Alonso, que levantou voo depois que foi atingida pela Renault de Nico Hulkenberg durante o GP da Bélgica.

"Acho que as imagens foram piores do que o acidente em si", disse o holandês à reportagem. "Porque o carro não caiu em cima do outro, mas sim passou por cima. Como o halo vai até tão longe de onde o piloto está, claro que vai bater nele. Então acho que, mesmo sem o halo, Leclerc não seria atingido. Acho que fizeram muito drama."
A opinião de Verstappen não poderia ser mais diferente da de seu companheiro, Daniel Ricciardo. Para ele, não é exagero dizer que o halo salvou a vida de Leclerc. "Eu sempre fui a favor de termos uma proteção. Claro que ninguém nunca foi a favor do visual, mas principalmente depois do acidente de (Justin) Wilson (na F-Indy), há dois anos, deixei muito claro que era a favor. Tem uma imagem onboard, acho que do carro de (Brendon) Hartley, que mostra que o carro do Fernando estava vindo de lado (nas outras filmagens, parece que ele vinha de cima, mas nessa dá para ver que é de lado). Teria passado pelo menos muito perto se o halo não estivesse lá. Então acho que ele cumpriu seu papel. E acho que é legal para aqueles que não apoiaram a ideia porque agora temos a prova de que o halo provavelmente salvou a vida de Charles."
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Entre os envolvidos no acidente, é melhor ter essa dúvida do que um acidente com consequências mais graves. "Poderia ter sido a cabeça, a mão, ou poderia ter pego no volante. De qualquer forma, prefiro que o halo esteja lá e que estejamos com essa dúvida", disse Fernando Alonso. Leclerc foi no mesmo caminho: "É difícil dizer o que teria acontecido sem o halo. Nem queria pensar no que teria acontecido e acho que o acidente provou que o halo tem seu lugar na F-1".
O monegasco saiu sem qualquer ferimento do acidente do último domingo (26). O mesmo aconteceu na batida de sexta-feira em Monza: Ericsson chegou a passar pelo centro médico devido à intensidade do impacto, mas logo foi liberado e voltou caminhando normalmente aos boxes.
A classificação para o GP da Itália será neste sábado (1º), a partir das 10 horas, pelo horário de Brasília. A largada será às 10h10 de domingo (2).


