Hakkinen vence e encosta em Schumacher
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sábado, 29 de maio de 1999
Por Livio Oricchio 
Barcelona, 30 (AE) - A disputa pelo título esquentou. Mika Hakkinen, da McLaren, venceu hoje o GP da Espanha, em Barcelona, e ficou a apenas seis pontos de Michael Schumacher, da Ferrari, terceiro colocado na prova. Agora o alemão tem 30 pontos contra 24 do finlandês, atual campeão do mundo. Foi a primeira dobradinha da McLaren na temporada, já que David Coulthard terminou em segundo. A corrida pode ter determinado o fim do atual regulamento técnico da Fórmula 1.
A McLaren levou um susto no fim de semana, mas acabou com a esperada vitória no GP da Espanha. Hakkinen não foi ameaçado por Schumacher, como a proximidade entre ambos na classificação para o grid sugeriu. O piloto da Ferrari concordou: assim como em Mônaco ele ganhou a corrida nos primeiros 50 metros, por ter largado melhor que Hakkinen, hoje Schumacher perdeu a prova de Barcelona logo no início também.
Coulthard largou melhor que Eddie Irvine, companheiro do alemão, formando com Hakkinen a dupla de líderes da prova. Schumacher não contava também com a excelente largada de Jacques Villeneuve, da BAR, que ficou em terceiro até a 24ª volta, momento do seu primeiro pit stop. Ao alemão terminou a primeira volta em quarto.
"Meu carro estava equilibrado, tinha boa velocidade nas retas, motor eficiente e a equipe fez dois pit stops impressionantes", afirmou Hakkinen. Ele esperava, contudo, que a McLaren fosse ser mais rápida no Circuito da Catalunha. "Tenho certeza de que o MP4/14 tem potencial para ser bem mais veloz, é só nós o compreendermos melhor para tirar mais dele."
Coulthard chegou a ter o segundo lugar ameaçado por Schumacher, pouco antes do segundo pit stop de ambos, nas voltas 43 e 45, respectivamente.
"Reclamei com minha equipe de que o carro escorregava demais com a traseira e eles alteraram a pressão dos pneus instalados no meu primeiro pit stop (volta 26)", explicou Coulthard. "Minha McLaren passou então a derrapar tanto com a frente que o Michael (Schumacher) se aproximou." Quando Coulthard parou pela segunda vez, a McLaren voltou a usar a pressão de antes nos pneus e o carro melhorou bastante.
"Tornei-me mais veloz que ele novamente", disse o escocês. Schumacher recebeu a bandeirada quatro segundos atrás de Coulthard e dez de Hakkinen. "Não dava para vencer, mas o segundo lugar nos escapou por pouco", revelou Schumacher. Quando entrou no box para o segundo pit stop, estava no mesmo segundo de Coulthard. "Tive azar, porque encontrei na entrada do box uma Arrows (a de Toranosuke Takagi), bem lenta."
Com isso, quando Coulthard fez sua parada, duas voltas depois, deu tempo para voltar à pista, na segunda colocação, alguns metros na frente do alemão. "Achei que perderia o segundo lugar nos boxes e que depois seria muito difícil recuperá-lo", confidenciou Coulthard.
O mais importante para Schumacher, segundo comentou, foi ter comprovado a evolução da Ferrari. "Mesmo numa pista bastante favorável a nossos adversários nós nos mantivemos bem perto o tempo todo." Sua previsão para as próximas provas é otimista: "Acho que essa era a pior pista para o nosso carro, daqui para a frente os circuitos serão mais favoráveis à Ferrari." O GP do Canadá, sexta etapa do campeonato, será dia 13, em Montreal.
Eddie Irvine terminou o GP da Espanha em quarto, perdendo com isso a vice-liderança do Mundial para Hakkinen, enquanto Ralf Schumacher, da Williams, foi quinto, e Jarno Trulli, Prost, sexto.
Rubens Barrichello, da Stewart, foi excluído da corrida depois de chegar em oitavo. As dimensões e peso de alguns discos metálicos instalados na prancha de madeira do assoalho estavam irregulares. Já Pedro Paulo Diniz, da Sauber, não pôde concluir mais uma vez a prova, por quebra do câmbio. Pela projeção da corrida, ele seria o sétimo ou até o sexto colocado.


