Hakkinen prolonga o jejum da Ferrari
Agência Estado
De Suzuka, Japão
Num show de pilotagem e um trabalho eficiente de equipe, o finlandês Mika Hakkinen, da McLaren, venceu ontem o GP do Japão de ponta a ponta e conquistou o bicampeonato mundial de Fórmula 1. O resultado aumenta o calvário da Ferrari, que completou 20 anos sem um título. A deste domingo, foi a quinta decisão direta da Ferrari contra a McLaren e a equipe italiana perdeu todas. Foi assim em 74, 76, 90 e 98.
Michael Schumacher, da Ferrari, terminou a prova em segundo e seu companheiro de equipe, Eddie Irvine, foi o terceiro. Heinz Harald Frentzen foi o quarto colocado, seguido de Ralf Schumacher e Jean Alesi.
Brilliant, que palavra perfeita têm os ingleses para expressar o que estou sentindo, disse, emocionado, o finlandês. Ele conseguiu em Suzuka o que poucos acreditavam ser possível: reverter a significativa vantagem de Irvine na classificação e vencer o Mundial. Felizmente esse ano acabou, eu não tinha mais energia para prosseguir, sinto-me no meu limite. Para Hakkinen, tudo foi decidido na largada do GP do Japão.
A corrida foi definida praticamente na largada. Olhamos no computador e vimos que eu nunca havia partido do zero aos 160 km/h em tão pouco tempo como desta vez, comentou. Saí como uma bala de canhão. Ao deixar Michael Schumacher, o pole position, para trás, aproveitando-se também de um erro do alemão, o caminho do título ficou aberto. Disse a mim mesmo, é só manter essa posição até o fim. E foi o que fez, da primeira à 53ª e última volta, num dos seus melhores trabalhos na F-1, segundo Ron Dennis, um dos sócios da McLaren.
O finlandês só perdeu a liderança quando parou nos boxes pela primeira vez. No mais, andou na frente. No meu primeiro pit stop (19ª volta), a roda dianteira esquerda não encaixou corretamente e fiquei tenso, contou. Por sorte, perdi apenas 2,5 segundos a mais nos boxes.
Para ser campeão, o filândes também contou com a ajuda de seu companheiro de equipe, David Coulthard. Na 35ª volta, Coulthard errou, batendo contra o muro. Foi aos boxes e, no retorno à pista, ficou exatamente na frente de Schumacher, que tentava tirar uma vantagem de aproximadamente seis segundos. Andando devagar, Coulthard segurou Schumacher o quanto pôde e a diferença para Hakkinen aumentou para mais quatro segundos. Com o carro danificado, Coulthard abandonou algumas voltas depois, mas a diferença que conseguiu foi fundamental para o resultado final da corrida.
E pensar que na Malásia eu cheguei a acreditar que tudo havia acabado, desabafou o finlandês. Na prova de Kuala Lumpur, Irvine ficou em primeiro, Schumacher em segundo e ele apenas em terceiro, perdendo a liderança do campeonato. Foi o meu momento mais difícil e vocês sabem o porquê.
Eddie Irvine, que dia 10 completa 34 anos de idade, em nenhum momento parecia abatido com a perda da chance que talvez não lhe surja mais de ser campeão do mundo. Não há o que reclamar. Mika Hakkinen fez um trabalho fantástico e mereceu o título, disse ele.
Michael Schumacher protestou contra David Coulthard, da McLaren. Quanto à largada, o que se passou foi uma combinação de um erro meu com a imperfeição do nosso sistema de embreagem, explicou.
Os brasileiros tiveram uma participação discreta em Suzuka. Rubens Barrichello, que largou em 13º, chegou em 8º. Pedro Paulo Diniz foi o 11º e Ricardo Zonta o 12º. Rubinho chegou ao final da temporada com 21 pontos. À Ferrari restou o consôlo de vencer no Mundial de Construtores. Somou 128 pontos contra 124 da McLaren.
Os ferraristas agora passam a apostar na próxima temporada, quando, além de Schumacher, a equipe terá o brasileiro Rubens Barrichello.Piloto finlândes mostra competência em Suzuka, tira das mãos de Irvine o título da temporada e comemora o bicampeonato
France PresseNO LIMITEHakkinen festeja o título dentro do carro, fora dele, nos boxes com a mulher Erja e no pódio com o rival Irvine: Felizmente esse ano acabou, não tinha mais energia para prosseguir





