Hakkinen precisa tomar muito cuidado
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quarta-feira, 24 de junho de 1998
Agência Estado e Redação 
Tudo o que os italianos desejam de Michael Schumacher é que, como na temporada passada, ele reverta no GP da França, domingo, a expectativa de uma equipe adversária da Ferrari vencer o campeonato. Em 1997, com sua vitória em Magny-Cours, Schumacher reabriu a disputa que parecia caminhar facilmente para a Williams de Jacques Villeneuve. Os treinos começam amanhã.
A diferença de desempenho entre a McLaren do líder do mundial, Mika Hakkinen, e a Ferrari de Michael Schumacher é hoje maior que a existente entre a Ferrari e a Williams, ano passado. Mas os testes realizados semana passada em Magny-Cours, mesmo circuito onde domingo será disputado o GP da França, mostraram que Schumacher pode surpreender seu principal adversário na luta pelo título, como fez no Canadá. Treinando em condições semelhantes as do alemão, Hakkinen registrou na sua melhor passagem dos quatro dias 1min17s232, enquanto Schumacher ficou com 1min17s600. É essa proximidade pequena entre ambos, se comparada às verificadas na abertura da temporada, que confirmaram a projeção otimista de Schumacher na prova.
Uma nova conquista do ferrarista o deixa bem perto de Hakkinen na classificação, alterando o rumo da competição, que parecia ser de um dos pilotos da McLaren. Hakkinen somou em sete corridas 46 pontos, enquanto Schumacher, 34. David Coulthard, companheiro de Hakkinen, está em terceiro, com 29 pontos. Mas Schumacher alerta que na segunda metade do mundial, que se inicia com o GP da Inglaterra, etapa seguinte à da França, a maioria das pistas favorece mais à McLaren que a Ferrari.
MotosTradição é a palavra-chave do GP da Holanda de Motociclismo, disputado na pista de Assen desde 1949. Há exatamente meio século, essa simpática e pacata cidade tem sua tranquilidade quebrada pelo ronco feroz das motos e, nos últimos anos, vem sendo tomada de assalto por uma verdadeira legião de torcedores, vindos dos quatro cantos dos Países Baixos e de outras várias regiões européias, principalmente Bélgica, Luxemburgo, Alemanha e Áustria.
Neste final de semana acontece a sétima etapa e, nas 500cc, o tetracampeão mundial Michael Doohan enfrenta adversários de respeito: o espanhol Alex Crivillé, seu companheiro de equipe; o italiano Massimiliano Papis, em sua primeira temporada na categoria; e o espanhol Carlos Checa. Crivillé lidera com 103 pontos, seguido por Biaggi, 98; Checa, 95; e Doohan, 90. O brasileiro Alexandre Barros está em oitavo, com 34.


