O campeão do mundo de 1998 e 1999, Mika Hakkinen, da McLaren, afirmou com veemência, na quarta-feira, que disputaria o GP de Mônaco para vencer e que o Mundial não havia acabado para ele. Ontem o finlandês deu o primeiro passo para cumprir sua promessa: foi o mais veloz, com folga, no primeiro treino livre para a prova, com a marca de 1min19s853. Tempo já muito próximo do obtido por Michael Schumacher, da Ferrari, ano passado, para largar na pole position, 1min19s475. O grid será definido amanhã.
Tanto Hakkinen quanto Schumacher, segundo melhor ontem, 1min20s316, com certeza tinham pneus novos quando registraram seus tempos. ‘‘Esse resultado me dá ainda maior confiança para o restante do fim de semana’’, disse Hakkinen, que precisa de uma vitória no campeonato, já que ocupa a 12ª colocação, com apenas quatro pontos, diante de 42 de Schumacher, o líder.
‘‘Estamos rápidos, não há dúvida’’, disse Schumacher, que confessou não ter definido ainda qual pneu escolher: os mais moles, a opção mais lógica para o circuito, ou os mais duros. Em Ímola, a Ferrari achou que estava fazendo um grande negócio ao decidir-se pelos duros mas depois admitiu que errou.
Rubens Barrichello teve problemas com os freios no treino da manhã. ‘‘À tarde essa dificuldade estava resolvida e atingimos um acerto que, ao contrário do ano passado, me deixou bastante satisfeito.’’ Ele ficou com o quarto tempo, 1min20s959. Na prova de 2000 Rubinho classificou-se em sexto no grid, mas acabou em segundo. Os três outros brasileiros que disputam o Mundial ficaram bem para trás ontem. Enrique Bernoldi, Arrows, obteve o 18º tempo, Luciano Burti, Prost, em 19º, e Tarso Marques, Minardi, o 20º.
O colombiano Juan Pablo Montoya (Williams) se envolveu em um acidente – que interrompeu os treinos por alguns minutos – e terminou a sessão apenas na 11ª posição.

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