Hakkinen larga na pole em Monza
Hakkinen não mencionou Heinz-Harald Frentzen como uma ameaça a sua eventual vitória, mas o alemão da Jordan hoje, na classificação, o obrigou a ficar atento. Frentzen obteve o segundo tempo para o grid, 1min22s926, e nem pôde exigir tudo do seu eficiente Jordan-Mugen Honda. "Nos testes que realizamos aqui, semana passada, vimos que a segunda volta do pneu era melhor que a primeira", disse. "Só que não tive nenhuma chance de completar uma segunda volta sem que tivesse bandeira amarela ou tráfego na pista." Desde a sessão livre da manhã, falou Frentzen, a Jordan havia dado mostras de que poderia surpreender no treino na tarde, já que o alemão foi o mais veloz. A Honda desenvolveu um supermotor para a equipe irlandesa. A melhor marca do atual traçado italiano era a de Jean Alesi, com Ferrari, em 1997: 1min22s990, média de 250,2 km/h. Hoje, Hakkinen fez 1min22s432, média de 251,9 km/h, cerca de meio segundo mais rápido e usando pneus com quatro sulcos em vez de lisos, como os que estavam na Ferrari de Alesi. "Uma combinação de elementos explica essa incrível evolução", comentou o próprio Hakkinen. "Os novos pneus não colaboraram, é verdade, mas o desenvolvimento da aerodinâmica, dos motores e até dos pilotos tem sido grande." A dupla da Williams, Alessandro Zanardi e Ralf Schumacher, obteve a melhor classificação da equipe inglesa este ano. Zanardi foi quarto e Ralf o quinto, enquanto a primeira Ferrari, a de Mika Salo, larga amanhã em sexto. Rubens Barrichello, diante daquela que será a sua torcida nos próximos dois campeonatos, ficou com a sétima colocação no grid com o carro da Stewart, 1min23s739. Pedro Paulo Diniz, da Sauber, obteve o 16º tempo, 1min24s596, e Ricardo Zonta, BAR, o 18º, 1min25s114. Todos os pilotos escolheram os pneus médios (havia a opção duro) e a estimativa é de que façam apenas um pit stop. Faz bastante calor em Monza. Hoje, na definição do grid, a temperatura era de 28 graus.Por Livio Oricchio Monza, 11 (AE) - Que a McLaren ficaria com a pole position no GP da Itália, 13ª etapa do Mundial, era já esperado. O que poucos imaginavam é que Mika Hakkinen, seu principal piloto e líder do campeonato, estabelecesse, hoje, a melhor marca de todos os tempos para os 5.770 metros do circuito de Monza: 1min22s432. "Eu também estou surpreso", disse o finlandês, depois de conquistar a 11ª pole da temporada e a 21ª da carreira. Aos poucos Hakkinen vai definindo-se como campeão do mundo novamente, apesar de as 53 voltas da corrida de amanhã serem desgastantes e propensas a resultados inesperados. A sua vantagem hoje foi tamanha que nem mesmo se a Ferrari contasse com Michael Schumacher a McLaren encontraria resistência para largar em primeiro. Mas Eddie Irvine, companheiro do alemão, também exagerou na prudência, ao ficar em oitavo, 1min23s765. Irvine está em segundo na classificação do Mundial, com 59 pontos, um a menos de Hakkinen. São boas as chances do finlandês ampliar amanhã a diferença para Irvine, se nada de anormal ocorrer. "Vocês estão falando no Irvine, mas minha preocupação maior é o David", lembrou Hakkinen. O parceiro de McLaren, David Coulthard, larga em terceiro, com 1min23s177, marca sete décimos de segundo pior, e dispõe de um carro igual ao seu. "Todos nós vimos o que se passou na Bélgica", comentou Hakkinen. Na pista de Spa, Coulthard ganhou com facilidade.





