Hakkinen, espetacular, vence em Spa
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domingo, 27 de agosto de 2000
Rogério Fischer De Londrina 
Foi na 41ª das 44 voltas o lance que decidiu o Grande Prêmio da Bélgica, disputado ontem no veloz e sempre emocionante circuito de Spa-Francorchamps: em uma manobra ousada, digna de Ayrton Senna, o finlandês Mika Hakkinen (McLaren) ultrapassou o alemão Michael Schumacher (Ferrari) e venceu a 13ª etapa do Mundial de Fórmula 1.
Com o resultado, Hakkinen ampliou a vantagem sobre Schumacher na briga direta entre os dois pelo tricampeonato o finlandês ganhou os títulos de 98 e 99; o alemão, os de 94 e 95.
Na 13ª volta, Hakkinen perdeu o controle do carro, derrapou e cedeu a liderança da prova para Schumacher e a recuperou, 28 voltas depois, em uma ultrapassagem espetacular. Ambos entraram numa das retas de Spa praticamente colados. No meio da reta, à frente deles, vinha o curitibano Zonta, retardatário.
Schumacher pegou o vácuo do carro de Zonta, ultrapassou-o pela esquerda e, imaginando que Hakkinen faria o mesmo, posicionou sua Ferrari para segurar o rival e chegar na curva em primeiro. Nada disso: Hakkinen surpreendeu ultrapassando Zonta pela direita, imprimiu velocidade e concluiu a reta à frente do alemão.
Foi uma manobra de altíssimo risco. Zonta declarou à Rede Globo, ainda durante a transmissão da prova, que havia visto apenas Schumacher atrás de si. Se naquele momento o brasileiro tivesse desviado sua BAR para a direita, a fim de facilitar ainda mais a ultrapassagem do líder, teria abalroado Hakkinen num ponto em que os carros chegam próximos de 300 km/h.
A ousadia teve sua recompensa: Hakkinen passa a ser o grande favorito para a conquista do título neste caso, um tricampeonato consecutivo, façanha obtida apenas pelo argentino Juan Manuel Fangio na década de 50.


