Hakkinen e Schumacher fazem o penúltimo duelo
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sábado, 26 de setembro de 1998
Da Redação 
Faltando apenas duas etapas para o término da temporada, o finlandês Mika Hakkinen, da Mclaren, e o alemão Michael Schumacher, da Ferrari, chegam ao GP de Luxemburgo, 15ª e penúltima etapa do Mundial de Fórmula 1, que será disputado hoje no circuito alemão de Nurburgring, empatados: ambos têm seis vitórias e somam 80 pontos. Porém, Hakkinen pode sair campeão hoje, desde que vença e Schumacher não pontue. A corrida começa às 9 horas, com transmissão ao vivo da Rede Globo.
Hakkinen e Schumacher têm 80 pontos depois de 14 etapas. Um novo primeiro lugar de Hakkinen o leva a 90 pontos. Caso Schumacher não marque pontos em Nurburgring, permanece com 80 pontos e Hakkinen comemora o título. O máximo a que Schumacher pode chegar no Japão seria 90 pontos, a mesma pontuação de Hakkinen, se o finlandês não terminar entre os que marcam pontos em Suzuka. Schumacher e Hakkinen ficariam empatados em número de pontos, 90, e em número de vitórias (primeiro critério de desempate), sete cada um. Mas Hakkinen tem dois segundos lugares (segundo critério de desempate), nos GPs da Argentina e da Grã-Bretanha, contra apenas uma segunda colocação de Schumacher, no GP de San Marino.
France PresseNo ataqueHakkinen: critério de desempate dá vantagem ao piloto finlandês
Já se Schumacher ganhar em Nurburgring, chegando a 90 pontos, e Hakkinen não marcar nenhum ponto, permancendo com 80, Hakkinen poderá atingir os mesmos 90 pontos de Schumacher em Suzuka, se o alemão não fizer um único ponto no Japão, e conquistar o título pelo mesmo motivo: igual número de vitórias, sete, mas um segundo lugar a mais. Para Schumacher, portanto, não dará para, matematicamente, comemorar o título diante dos alemães, a pouco menos de 100 quilômetros de onde nasceu, próximo a Colônia.
Enquanto McLaren e Ferrari prometem um grande duelo, correndo por fora estão a Williams e a Benetton. A Williams testou durante três dias no circuito de Magny-Cours, que tem características semelhantes às de Nurburgring, com o brasileiro Max Wilson e o colombiano Juan Pablo Montoya, seus pilotos de testes, encarregados de experimentar os novos pneus que a Goodyear desenvolveu para Nurburgring e, também, de desenvolver novos acertos para o carro. Já a Benetton apresenta nesta corrida uma nova suspensão dianteira. Ambas equipes utilizam o motor Renault-Mecachrome, mas a Williams o abastece com a gasolina feita com exclusividade pela Petrobras, que lhe dá uma vantagem de aproximadamente seis cavalos em relação à Benetton, que utiliza combustível da francesa Elf.
Os brasileiros Rubens Barrichello, da Stewart; Pedro Paulo Diniz, da Arrows; e Ricardo Rosset, da Tyrrel, tentarão chegar até o final.


