Agência Estado
De Sepang, Malásia
O menino finlandês que um dia o pai colocou numa escola de circo de Helsinki – e ainda hoje é hábil nas acrobacias com bicicletas – tornou-se ontem bicampeão do mundo, como piloto de Fórmula 1, profissão que o pai nunca sonhou para o filho. Pode haver mudança na decisão da FIA, é verdade, mas ela é pouco provável. Aos 31 anos, completados dia 29 de setembro, Mika Hakkinen vai, aos poucos, aumentando sua importância na história dessas competições.
Até que provem o contrário, o piloto de Dennis e Haug é o sétimo, em 50 anos de F-1, a conquistar o Mundial pela segunda vez seguida. Nos 137 GPs que disputou, desde a estréia na F-1, no GP dos EUA, em 1991, Hakkinen venceu 14 vezes e estabeleceu 21 pole positions. Todo esse sucesso quase é bloqueado por um grave acidente, na classificação para o GP da Austrália, em Adelaide, em 1995, que o levou ao coma. Sem que os médicos explicassem com precisão como foi possível, três meses depois ele obtinha tempos excepcionais com sua McLaren, para verificar seu estágio de recuperação.
Erja, sete anos mais velha, cuidou do piloto com dedicação máxima num hospital de Adelaide e hoje é a sua esposa. O casal mora em Mônaco e não tem filhos. Rico e atualmente a figura esportiva mais popular da Finlândia, Hakkinen evitou a imprensa no autódromo, já tarde da noite, ao saber da desclassificação da Ferrari. A festa pelo bi foi escondida, no hotel.

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