Nurburg, 23 (AE) - Mika Hakkinen, da McLaren, e Eddie Irvine, da Ferrari, já estão vivendo o clima de decisão do Mundial de Fórmula-1. Hoje durante entrevista coletiva em Nurburgring, onde domingo será disputado o GP da Europa, antepenúltimo da temporada, suas respostas foram sempre evasivas
típicas de quem não deseja informar nada ao adversário. O único comentário contundente veio de Irvine, ao falar de Michael Schumacher: "Achei que eu e ele corressemos pela mesma equipe"
disse, referindo-se ao favoritismo "destacado" da McLaren atribuído pelo alemão.
Hakkinen tentou esconder a estratégia da equipe inglesa: "Vocês (jornalistas) sabem qual é a política da McLaren, enquanto eu e o David (Coulthard) tivermos chances de ser campeões, não há primeiro ou segundo piloto." Logo em seguida desmentiu a si próprio. "Mas as coisas podem mudar ao longo do fim de semana." David Coulthard contou que até que a corrida se inicie, não é possível definir se ele terá mesmo de trabalhar para Hakkinen, como já afirmou Ron Dennis, sócio e diretor da McLaren.
"Vocês querem sempre saber dos nossos planos antes mesmo de nós os termos elaborado." Os quatro pilotos com chances de conquistar o título estavam sentados lado a lado na sala de imprensa do belo autódromo alemão. Heinz-Harald Frentzen
da Jordan, não demonstrou o mesmo otimismo de Irvine. "Nas pistas em que necessitamos de muita pressão aerodinâmica, como esta, nosso carro não é tão rápido como em Monza, circuito de alta velocidade." Frentzen venceu o GP da Itália. Já o norte-irlandês da Ferrari lembrou que nos testes de Fiorano e Mugello, semana passada, experimentou várias modificações aerodinâmicas que tornaram o modelo F399 mais veloz.
"Demos um passo adiante, com certeza", falou. "Além de termos evoluído o carro, os piores traçados para nós já passaram, a Ferrari nessas três etapas que restam lutará pela vitória." Nesse instante a imprensa italiana comentou com Irvine as declarações de Michael Schumacher, quarta-feira, no seu kartódromo em Kerpen, distante cerca de 70 quilômetros do autódromo de Nurburgring. O alemão interrompeu o cruzeiro que fazia com seu iate no Mediterrâneo para o tradicional encontro com os mecânicos e dirigentes da Ferrari. "A não ser que Hakkinen e Coulthard errem, Irvine não terá chance alguma no GP da Europa", expressou Schumacher.
"Bravo Michael, que bela demonstração de carinho pela Ferrari", afirmou Irvine. Comentou ainda que enquanto os engenheiros e mecânicos dão duro para tentar melhorar o F399, Schumacher parece não mais acreditar nesse trabalho. Depois retornou ao seu discurso otimista: "Treinei cinco dias antes de vir para cá e garanto que estamos mais bem preparados que em Monza." No fim do rápido encontro com a imprensa, Hakkinen abordou o grave erro cometido dia 12 no GP da Itália, quando liderava com folga a prova. "Hoje eu me sinto bem", disse.
"Testei durante três dias em Magny-Cours e resgatei minha autoconfiança, principalmente também pela eficiência de nosso carro, ainda mais equilibrado e rápido depois de algumas alterações." Para Rubens Barrichello, da Stewart, as corridas disputadas em circuitos onde há a necessidade de muita pressão aerodinânica, a exemplo de Nurburgring, são boas para sua equipe. "Na Hungria só não fui bem em razão da escolha equivocada dos pneus", lembrou. Ele optou pelos duros enquanto os moles mostraram-se melhores na prova.
"Acho que ao menos aqui podemos deixar a Jordan e a Williams para trás novamente." Depois de percorrer 1.190 quilômetros em testes, semana passada, a escuderia Sauber, de Pedro Paulo Diniz deve ter um desempenho melhor na Alemanha, segundo o próprio piloto. Ricardo Zonta deve ser anunciado hoje ou amanhã como o companheiro de Jacques Villeneuve na BAR na próxima temporada. FIMReportagem de Fórmula 1: Hakkinen e Irvine já vivem o clima de decisão GP da Europa Livio Oricchio, de Nurburg, Alemanha Início Mika Hakkinen, da McLaren, e Eddie Irvine, da Ferrari, já estão vivendo o clima de decisão de campeonato.

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