Hakkinen e Irvine brigarão pela 1.ª curva
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sexta-feira, 13 de agosto de 1999
Por Livio Oricchio 
Budapeste, 14 (AE) - Mika Hakkinen, da McLaren, e Eddie Irvine, Ferrari, os dois pilotos que disputam o título da temporada, largam amanhã na pole position e segunda colocação no grid do GP da Hungria, 11.ª etapa do Mundial, prova que será realizada no lento e escorregadio circuito de Budapeste. "A largada aqui é tudo", definiu Irvine, líder do campeonato, referindo-se à impossibilidade de ultrapassar da travada pista húngara e à importância de fazer a primeira curva na liderança.
Se tradicionalmente as corridas no Autódromo de Hungaroring são emocionantes, pela pouca distância que separa os carros durante as 77 voltas da competição, amanhã, com Hakkinen e Irvine na primeira fila do grid, a prova tende a ser ainda mais disputada. Hakkinen declarou: "Desta vez não podemos errar, uma nova derrota para Irvine será o fim." Na áustria e na Alemanha a McLaren dispunha do conjunto mais rápido, mas quem venceu foi o norte-irlandês.
A pequena diferença entre os tempos de Hakkinen e Irvine sugerem que a Ferrari será uma adversária mais difícil para a McLaren do que na últimas etapas. "Sempre pensei que se tivesse um circuito para eu obter minha pole position seria este aqui", falou Irvine. Ele ficou a 107 milésimos na marca de Hakkinen. O finlandês se justificou: "O Johnny Herbert atrapalhou minha última volta no treino de classificação, eu seria mais veloz." Foi a 19.ª pole na carreira do atual campeão do mundo e a nona na temporada. O recorde de poles em um mesmo ano é de Nigel Mansell, que em 1992 obteve 14 poles em 16 corridas.
Por se tratar de uma pista onde as ultrapassagens envolvem altos riscos de choques, o trabalho de box das equipes será determinante.
Pneus - Hoje também o treino que definiu o grid teve seu resultado mascarado por causa dos pneus. Alguns pilotos escolheram a opção macia oferecida pela Bridgestone, o que lhes permitiu serem mais velozes, mas, tudo indica, deverão fazer um pit stop a mais amanhã. A explicação é de Rubens Barrichello, da Stewart, oitavo no grid. "Optamos pelos pneus duros, o que amanhã deverá significar uma vantagem."
A dupla da Benetton, Giancarlo Fisichella, quarto tempo, e Alexander Wurz, sétimo, escolheu os pneus macios. "Nem sempre parar mais que seus adversários significa, necessariamente, menos chances de vitória na Hungria", lembra o coordenador da Benetton, Juan Villadelpratt.
"Michael Schumacher ganhou a prova, ano passado, com três pit stops." Se desta vez David Coulthard, da McLaren, não "trabalhar" para a Ferrari, como na áustria e Alemanha, Hakkinen poderá contar com sua ajuda para vencer Irvine. O escocês larga na terceira colocação. Já o líder do Mundial está sozinho no GP da Hungria. Seu companheiro, Mika Salo, é o 18.º no grid, posição que costumava largar com a Arrows na temporada passada. "Não entendi qual foi o nosso problema", afirmou.
Pedro Paulo Diniz, da Sauber, ficou com a 12.ª colocação hoje, enquanto Ricardo Zonta, da BAR, a 17.ª. "Usei pneus velhos na frente porque meu carro se mostrou mais veloz com eles", disse Diniz. Já Zonta não escondeu suas dificuldades: "Estava meio perdido no início, meu carro escorregava com as quatro rodas."


