Hakkinen e Coulthard largam na frente
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sábado, 15 de julho de 2000
Da Redação 
A McLaren mais uma vez confirmou sua reabilitação na temporada 2000 e fez ontem a dobradinha nos treinos classificatórios para o GP da Áustria, que será disputado hoje, no circuito de A1-Ring, em Spielberg. O piloto finlandês Mika Hakkinen fez o tempo de 1min10s410 (média de 221,184 km/h) e garantiu a pole position. Seu companheiro de equipe, o escocês David Coulthard ficou em segundo, com tempo de 1min10s795. O brasileiro Rubens Barrichello garantiu a terceira posição com 1min11s046, seguido do líder do campeonato, o alemão Michael Schumacher. A Rede Globo mostra a corrida ao vivo a partir das 9 horas.
A maior surpresa do treino foi o paranaenseiro Ricardo Zonta. O piloto da BAR repetiu o bom desempenho nos treinos livres e terminou a classificação na sexta posição. Pedro Paulo Diniz, da Sauber, ficou em 11º e o estreante Luciano Burti, que substitui Eddie Irvine, da Jaguar, larga na última fila, na 21ª posição.
Tenho certeza de que os meus resultados irão melhorar de agora em diante, disse Hakkinen. E avisa: É um erro achar que eu estou fora da luta pelo título. Hakkinen argumenta que está apenas seis pontos atrás de Coulthard. Tenho experiência suficiente para saber que aqui as coisas mudam bastante rápido, em especial quando as diferenças são tão pequenas.
As atenções na prova de hoje estarão voltadas, principalmente, no momento da largada. Em relação a McLaren, tudo bem, pois apesar de David Coulthard estar melhor no momento que Mika Hakkinen, a luta está em aberto. Já na Ferrari Michael Schumacher é absoluto e a expectativa será para a corrida de hoje quando sai em quarto, ao lado de Rubens Barrichello. O brasileiro, durante a semana, desabafou e disse que o momento é para ajudar o companheiro de equipe, deixando mais para frente a tão sonhada primeira vitória na categoria. Já Schumacher, em caso de vitória hoje, chegará a 41, igualando a marca de Ayrton Senna.
Para o francês Alain Prost, quatro vezes campeão do mundo, hoje dono da Prost Grand Prix, Rubinho está colhendo o que ele plantou. Ele nunca poderia ter dito que agora com um carro vencedor não havia mais desculpas para não vencer, fala. Seu discurso inicial deveria ser do tipo vim aqui para aprender com um time de ponta e com um piloto como Schumacher.
Para Rubinho, renunciar à possibilidade de lutar pela vitória não representa o gesto de desprendimento mais difícil na Fórmula 1. Quanto mais cedo eu ajudar a Ferrari a definir a conquista do título, mais cedo também terei a minha chance de vencer, acredita o brasileiro.
Michael Schumacher definiu definiu como nada a vantagem de 12 pontos (56 a 44) sobre Coulthard no Mundial de pilotos, ao mesmo tempo em que confirmava que o escocês deve mesmo ser o adversário que lutará pelo título com ele. Hakkinen? Não sei o que está acontecendo, falou Schumacher.
De novo, ou por saber que a equipe não permitiria, ou em razão de não considerá-lo capaz, Schumacher sequer cita Rubinho como um concorrente.


