Hakkinen cheio de confiança
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 23 de março de 2000
Por Paulo Guilherme 
São Paulo, 24 (AE) - O bom desempenho nos treinos livres de hoje deixou o finlandês Mika Hakkinen confiante em vencer pela terceira vez consecutiva o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1. Ele fez o melhor tempo do dia (1min15s896), colocando quase meio segundo de vantagem sobre o segundo colocado, Michael Schumacher, da Ferrari. Apesar disso, Hakkinen diz que é só o começo.
"Já mostramos uma grande evolução ao longo do dia, mas só vamos ver todo o potencial do carro amanhã, quando vamos correr no ajuste máximo para a classificação", comentou o bicampeão mundial. Um eficiente trabalho dos engenheiros da Mercedes resolveu o problema no motor que atrapalhou o desempenho da equipe na Austrália. O carro, agora, está mais confiável. Os resultados no primeiro dia de testes encheu de orgulho o chefe da McLaren, Ron Dennis. Ele colocou mais fogo na briga que está travando com a Ferrari e, particularmente, com Michael Schumacher.
Dennis fez declarações criticando a política da escuderia italiana alegando que ela está claramente favorecendo o desempenho de Schumacher em detrimento ao brasileiro Rubens Barrichello. Schumacher rebateu dizendo que o dirigente só estava falando isso porque não sabia perder. "Mostre-me um bom perdedor que eu te mostrarei um verdadeiro perdedor", retrucou o chefe da McLaren. "Eu me considero um mau perdedor, não gosto de perder, estou sempre querendo ver a minha equipe em primeiro lugar."
A McLaren venceu quatro das dez corridas realizadas em Interlagos desde que o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 voltou para São Paulo em 1990. Hakkinen ganhou as duas últimas e confessa sentir-se em casa quando vem ao Brasil. "Estou confiante, me sinto confortável digirindo o carro, mas reconheço que será uma corrida muito difícil, principalmente no aspecto físico", analisa o finlandês.
Para David Coulthard, que fez o terceiro melhor tempo nos treinos de hoje, a McLaren tem boas condições de garantir a primeira fila no grid de largada. Norbert Haug, responsável pelo motor Mercedes, lembra que a disputa com a Ferrari será muito dura. "A Ferrari tem de estar sempre forte", comenta Haug. "Eu fico surpreso quando ela não está tão forte como deveria."


