Dunga já sabe que a pressão vai aumentar. Antes das Eliminatórias, o Brasil terá dois amistosos em setembro, contra Argentina e Estados Unidos. "A pressão no Brasil sempre tem. Quando ganha, tem pressão. Quando perde, muito mais. Tenho que trabalhar muito com minha equipe e confederação para dar resposta aos torcedores que estão tristes, assim como nós. Temos que trabalhar muito", disse o treinador.
Segundo Dunga, a participação da Copa América deixou o saldo positivo da experiência para os jogadores jovens, que disputaram o torneio pela primeira vez. "Perdemos cinco jogadores importantes, que poderiam ter sido titulares, mas preparamos novos jogadores. Ganhamos novas opções".
Dunga deixou claro que o problema da seleção brasileira não é pontual, mas estrutural. Pela primeira vez, o time não vai disputar a Copa das Confederações. É mais um resultado ruim que faz parte de uma crise de identidade. "Todos temos que pensar no futebol brasileiro, não só no campo. A gente não pode deixar de notar que outras seleções melhoraram. Temos a humildade de arregaçar as mangas e trabalhar", disse.
O novo fracasso foi tratado de maneira contundente pela imprensa internacional. Um programa da televisão chilena perguntava se o Brasil ainda é uma potência mundial. O diário espanhol El País afirmou que o Brasil não sabe mais como se chama.

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