Haberfeld vai correr a F-3000 por equipe ligada à McLaren
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quinta-feira, 10 de dezembro de 1998
Agência Estado 
O piloto paulista Mário Haberfeld, campeão da última temporada da Fórmula 3 Inglesa, terá vários desafios para 1999, quando defenderá a equipe West, ligada à McLaren, no Campeonato de Fórmula 3000. Na temporada do ano que vem, na qual as dez corridas deverão ser preliminares às da Fórmula 1, o brasileiro sabe que terá muitos pilotos que, como ele, sonham com um lugar na equipe de Mika Hakkinen.
Sou eu, o Ricardo Zonta (piloto brasileiro ligado à Mclaren e que disputará o Campeonato de Fórmula 1 pela British American Racing) e outros 500 pilotos querendo uma chance, diz Mário Haberfeld.
O piloto brasileiro sabe que terá de superar várias dificuldades, a começar pela fratura na fíbula que sofreu há duas semanas durante testes do novo carro. Os médicos previram uma recuperação em oito semanas, mas espero poder voltar logo depois do Natal, diz ele.
No ano que vem, Haberfeld deverá disputar provas em cinco circuitos que não conhece. Acredito que o mais complicado deverá ser Mônaco, pois é uma corrida em pista de rua na abertura da temporada.
Fundamental para o bom desempenho, segundo ele, deverá ser o acerto do carro, pois na F-3000, o chassi (Lola), o motor (Zytec) e os pneus (Avon) serão iguais para todos os pilotos. Cada segundo que a gente conseguir tirar na pista com o acerto do carro será importante, ele avalia.
Haberfeld é mais um piloto que segue a nova tendência das equipes de Fórmula 1 de criar seus próprios pilotos. Um dos objetivos é trabalhar com o profissional desde cedo de maneira a passar nossa filosofia de trabalho, diz o gerente da equipe West, David Brown.
Natureza - Entre os jovens pilotos, Haberfeld tem uma característica peculiar: usa seu trabalho para promover a causa da preservação da natureza. Este ano, usou no capacete o símbolo da organização não-governamental SOS Mata Atlântica sem nenhum custo para a entidade.
Passei a me interessar por influência do presidente da fundação, Roberto Klabin, que é amigo da família, além de ter um sítio em Ibiúna.
O piloto afirma que, apesar de morar na Inglaterra, procura estar informado sobre o assunto. Diariamente, o Brasil perde uma área de Mata Atlântica equivalente a um campo de futebol, diz Haberfeld.


