A Argentina não tinha defesa para tomar tão poucos gols na Copa do Mundo, mas levou apenas quatro. A Argentina não teve ataque durante toda a competição, mas fez mais do que muitas seleções. A Argentina não tinha time para ser finalista, mas foi à decisão contra a Alemanha no Maracanã.
E foi porque seu treinador soube entender as limitações técnicas de seus defensores e colocou homens no meio de campo para dar proteção. E foi porque seu astro e melhor jogador decidiu alguns jogos quando ninguém mais acreditava que seria possível. E foi porque seu goleiro, então contestado, fechou o gol e foi fundamental. E foi porque sua torcida esteve junto, apoiando dentro e fora dos estádios do país. Mas, PRINCIPALMENTE, foi porque se superou. Foi além dos limites físico e técnico. Uma superação que segurou a poderosa Alemanha até os 7 do segundo tempo da prorrogação. Sim, 112 minutos!!!
Mas, no futebol, tudo tem um limite. É difícil tantas superações, uma atrás da outra, numa competição de tiro curto. Fazer tudo isso em tanto pouco tempo tem seu preço. E o limite de Lionel Messi, Javier Mascherano e Alejandro Sabella chegou ontem à noite. A tentativa de chegar à decisão por pênaltis caiu por terra faltando poucos minutos para o término.
O que fica? Fica a loucura que foi ver os argentinos nas arquibancadas e nas ruas de todo país. Fica a magia do camisa 10, que marcou quatro gols na primeira fase, teve uma queda no mata-mata, mas certamente estará em 2018. Fica, acima de tudo, a demonstração de profissionalismo e dedicação.
Afinal, quantos elencos de clube e seleção ficariam presos numa concentração durante mais de 30 dias sem um único dia de folga? Poucos. A Argentina fez o que pode. Não deu.Mas foi uma das grandes histórias desta Copa no Brasil!

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