São Paulo - Depois de quase um ano no Parque São Jorge, o técnico Carlos Alberto Parreira deu mais uma mostra de que está convertido ao corintianismo, ''religião'' fundada em 1º de setembro de 1910 e na qual ele foi iniciado em 24 de dezembro do ano passado.
Para o treinador, a emoção passada pelo Corinthians é diferente ou, nas suas palavras, ''difícil de descrever''. ''O Corinthians é uma religião. Ser corintiano é religião É um sentimento forte que contagia'', comentou o técnico do alvinegro.
Para Parreira, o fato de comandar uma equipe que tem fiéis seguidores, ao invés de torcedores, aumenta sua responsabilidade. ''Ver duas mil pessoas amanhecendo na porta do Parque São Jorge para comprar ingressos para a final aumenta a responsabilidade em conquistarmos o título'', deu o exemplo. ''Por isso, não podemos decepcionar. Temos de fazer o nosso melhor'', completou.
Para motivar os jogadores, Parreira disse que gosta de despertar no grupo a vontade de os atletas serem bem sucedidos. ''A maior motivação de um profissional é o sucesso, independente de sua área de atuação'', comentou.
Para chegar a esse objetivo, o treinador aponta o trabalho e a dedicação como pontos fundamentais, sem se esquecer de trabalhar o lado psicológico dos atletas. ''Contra o Fluminense, a preocupação era dar o troco dos sete jogos sem vencer. Nós vencemos e agora aquele retrospecto está perdido na poeira. Virou estatística'', declarou Parreira.
Torcedor O goleiro Doni, corintiano de coração, discursou como torcedor às vésperas de sua primeira final como titular do Corinthians. Na opinião do atleta, decidir contra o Corinthians é complicado e o time do Santos vai sentir isso ao pisar no Morumbi. ''Decidir contra o Corinthians é f..., é muito f... Já joguei contra e sei como é. Não é mole: qualquer um sente, pode ser experiente ou jovem'', afirmou Doni, deslumbrado com a Fiel torcida.

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