Há 15 anos, Brasil batia rival com gol inesquecível
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segunda-feira, 01 de julho de 2019
Rodrigo Luiz - Especial para a Agência Estado 
Às vésperas de mais um superclássico entre Brasil e Argentina, a seleção tentará relembrar um grande momento vivido na história da competição antes de ir ao estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, que receberá o embate nesta terça-feira (2), às 21h30, por vaga na decisão.
Há 15 anos, a seleção brasileira era campeã sobre a rival da próxima partida na bacia das almas, triunfando nos pênaltis após estar perdendo o jogo até os 48 minutos do segundo tempo. O atacante Adriano Imperador, que vivia a melhor fase da carreira atuando no futebol italiano, foi quem fez o tento salvador que manteve o time canarinho vivo na decisão do torneio, ocorrida no Peru em 2004.
O Brasil, comandado pelo técnico Carlos Alberto Parreira, levou à competição um "time B": os principais nomes da época - como Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho e Kaká - pediram dispensa do torneio e o destaque do elenco era o centroavante da Inter de Milão, que fazia dupla de ataque com Luís Fabiano. Ricardo Oliveira, hoje no Atlético-MG, era reserva.
No meio de campo, Alex, ex-Fenerbahce, Cruzeiro e Palmeiras, era o principal armador de jogadas, atuando junto a Edu Gaspar, então volante, Kleberson e Renato, que formavam o trio à frente da zaga. Gustavo Nery era o lateral-esquerdo titular, lado oposto ao de Maicon, com Juan e Luisão como zagueiros e Julio César no gol. Diego, hoje no Flamengo, e Julio Baptista, recém aposentado, estavam no banco de reservas.
Na decisão daquele torneio, em 25 de julho de 2004, a seleção enfrentou nomes estelares argentinos da época como Sorín, Kily González, Zanetti, Mascherano, Tevez, dentre outros. D'Alessandro, Lucho González e Saviola, destaque no Barcelona, eram outros atletas daquele grupo. Marcelo Bielsa era o técnico.
A Argentina saiu na frente do Brasil com Kily González. Luisão empatou aos 45 e César Delgado fez aos 42 do segundo tempo o gol da que seria a vitória por 2 a 1. Seria, mas Adriano Imperador apareceu e salvou a seleção com o gol aos 48 minutos, levando a partida para as cobranças de pênaltis.
Com a moral em alta, brilharam as estrelas de Júlio César e Juan. O goleiro viu D'Alessandro e Heinze errarem logo as duas primeiras cobranças. O zagueiro converteu a sua cobrança e deu o título ao Brasil por 4 a 2.


