Gustavo é a favor do combate ao uso de drogas
O nadador Gustavo Borges, dono de três medalhas olímpicas, defendeu ontem o combate cada vez mais rigoroso ao uso de drogas no esporte e aplaudiu a decisão da Federação Internacional de Natação Amadora (Fina) de manter a punição de quatro anos de suspensão para os casos positivos de esteróides anabolizantes.
O atleta que toma drogas quer tirar vantagem de maneira ilícita, diz o nadador de 25 anos, que retornou segunda-feira ao Brasil, depois de disputar o Campeonato Mundial de Perth, na Austrália. Acho excelente a suspensão de quatro anos, que garante que o atleta fique fora de pelo menos uma olimpíada. Gustavo lamentou apenas que os escândalos de doping tenham tido maior repercussão do que os resultados do Mundial de Perth. Infelizmente, a natação acabou sofrendo com isso, diz. Espero que os dirigentes da Fina consigam resolver o problema o mais rapidamente possível.
No ano passado, Gustavo passou por cinco exames antidoping surpresa. Estou entre os cinco melhores do mundo desde 1991 e sou muito visado na realização de testes, comenta. Acho que este tipo de exame feito de surpresa deveria ser mais constante ainda.
Gustavo Borges mostrou-se desapontado por não ter conquistado medalhas no Mundial. Meu objetivo agora é tentar uma medalha de ouro na Olimpíada de Sydney, prossegue. Tenho de confiar no meu trabalho e treinar bastante.
Para ele, o nível técnico do torneio foi apenas razoável, já que nenhum recorde mundial foi quebrado. Já a participação brasileira, segundo Gustavo, foi boa. Embora não tenha conquistado medalhas, o Brasil foi bem, disputando 11 finais e quebrando três recordes sul-americanos, afirma.





