Gustavo Borges se despede das piscinas
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terça-feira, 26 de outubro de 2004
Agência Estado 
São Paulo - A hora certa de parar, questão que atormenta parte dos atletas, habituados com competições e, muitas vezes, despreparados para o mundo longe do esporte, não foi drama para Gustavo Borges. Aos 30 anos, o nadador mais vitorioso do Brasil planejou minuciosamente para deixar as piscinas. Escolheu o maior palco do mundo, os Jogos Olímpicos de Atenas, como o último torneio da carreira, e investiu na transição da vida de nadador para a de empresário nos últimos quatro anos. Sócio em duas academias e em um bar, palestrante, organizador de eventos e de clínicas, comemora o fim da carreira numa festa, amanhã, a partir das 19h30, em São Paulo.
Os convidados são atletas, amigos, parentes, pessoas que participaram de sua carreira. A festa terá disputas de baterias de 100 m, na piscina do Clube Pinheiros, seu habitat enquanto treinou no Brasil. E homenagens.
O nadador disse que não ia mais nadar após a Olimpíada. E não vai. E até a festa já estava programada pelo economista profissão para a qual se preparou enquanto nadava, na Universidade de Michigan. O objetivo é marcar o fim da carreira de 21 anos, que reuniu quatro medalhas olímpicas, 19 pan-americanas e outras tantas de Mundiais, de piscina curta e longa. Seu grande ídolo, Matt Biondi, foi convidado, mas não poderá vir. O técnico de Michigan, John Urbanchek, virá.


