São Paulo - Gustavo Borges, recordista brasileiro de medalhas em Pan-Americanos tem 15, sete de ouro , vai a Santo Domingo para superar a marca e deixar para trás um concorrente: o mesa-tenista Hugo Hoyama, também com sete de ouro. Hoyama vai disputar seu quinto Pan. Gustavo, o quarto, mas leva vantagem: há mais medalhas em jogo na natação do que no tênis de mesa.
Gustavo vai disputar os 100 metros, livre, e os revezamentos 4 x 100 m, livre, 4 x 100 m, medley, e 4 x 200 m, livre. ''Depois de Santo Domingo, vou ter entre 17 e 19 medalhas em Pans. Tenho chance de superar as medalhas de ouro do Hoyama'', afirma o nadador, que tem mais chances na prova individual e no 4 x 100 m, livre. Gustavo conta que não dava importância ao recorde de medalhas. Hoje, gosta do rótulo.
A prioridade de Gustavo, que ao lado de Fernando Scherer, o Xuxa, participou da conquista de nove medalhas no Pan de Winnipeg, em 1999, é a disputa na República Dominicana. O Mundial de Barcelona, a partir de hoje, servirá de ''aquecimento''. ''A Olimpíada é o primeiro torneio em importância para mim. Depois, vem o Pan. No Mundial, só vou nadar os revezamentos.''
Aos 30 anos, pai de dois filhos, Gustavo diz que não é possível, no alto nível, disputar várias competições seguidas. Estabeleceu dois últimos objetivos antes de largar a natação. Depois do Pan, quer encerrar a carreira nas Jogos de Atenas, abocanhando mais uma medalha para a coleção ''olímpica'': prata nos 100 m, livre, em Barcelona (1992), prata nos 200 m, livre, e bronze nos 100 m, livre, em Atlanta (1996) e bronze no revezamento 4 x 100 m, livre, em Sydney (2000). Gustavo já tem índice para a Olimpíada nos 100 m, livre: marcou 49s63.

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