Marília - As mulheres que já prestaram depoimento no inquérito que apura o acidente envolvendo o jogador Guilherme, do Corinthians, confirmaram ontem que, no último domingo, foram procuradas por dois advogados, que diziam falar em nome do jogador e pediram para que elas ''não abrissem a boca'' , e chegaram, inclusive, a ameaçá-las de morte, para não prejudicar a carreira de Guilherme. Prometeram voltar para levá-las a uma fazenda até que tudo se acalmasse e também dinheiro para que as mulheres ficassem caladas.
Na próxima segunda-feira, o delegado do 4º Distrito Policial de Marília, Wilson Frazão, vai ouvir mais testemunhas do acidente envolvendo o jogador, inclusive mais duas mulheres que também estavam no automóvel BMW, dirigido pelo atleta e que bateu de frente com o Escort de Marília, matando duas pessoas.
Quem estava no banco da frente, ao lado do jogador, é uma outra amiga delas (não quiserem falar o nome), que deverá depor na segunda-feira. Ao todo eram oito pessoas dentro do BMW: Guilherme, que estava dirigindo, três amigos dele (Fabiano Travain Pardo, Henrique Giglioli e Júlio Cesar Zílio) e quatro mulheres. Eles tinham acabado de sair de uma casa noturna de nome Bangalô, onde foram comprar um litro de uísque quando aconteceu o acidente, matando Marcelo Aparecido de Souza, de 31 anos e a sogra dele, Maria Benedita Fossaluza, de 70 anos.

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