São Paulo, 23 (AE) - O atacante Guilherme terminou o Campeonato Brasileiro da maneira que mais temia: sem o título do Campeonato Brasileiro e a apenas um gol do recorde de Edmundo da artilharia do torneio, ocorrido em 97. O atacante marcou em 28 oportunidades, sendo que nos últimos dois jogos contra o Corinthians não marcou nenhum gol, fato raro no desempenho do artilheiro nesse Campeonato Brasileiro.
O maior problema não foi só a ausência do companheiro Marques, que sofreu um estiramento na primeira partida da final, no Mineirão, e não teve mais condições para jogar. Foi vetado ontem no teste médico realizado no vestiário. Marques era o principal "garçom" do time mineiro, dando muitas assistências a Guilherme.
Com Marques no time, Guilherme podia jogar como gosta: dentro da área, de frente para o gol, esperando o momento certo para o arremate. Jogando dentro da área, Guilherme foi comparado com o próprio Pelé pelo técnico Humberto Ramos. Mas quando teve Curê, Lincoln e Adriano como companheiros, o atacante mudou de estilo. Como a bola não chegava, Guilherme era obrigado a sair da área, fazendo a função de pivô.
Longe da área, Guilherme não conseguiu repetir as atuações das primeiras partidas dos playoffs, quando em cinco partidas (contra Cruzeiro e Vitória), marcou nove gols. Mesmo assim, o atacante mostrou categoria em vários lances da partida. Como aos 11 minutos do primeiro tempo, quando percebeu que Dida estava adiantado, tentou encobrir o goleiro corintiano e quase conseguiu.
Dida espalmou para escanteio. Mesmo sem quebrar o recorde de Edmundo, Guilherme termina o torneio como o maior artilheiro do Brasileiro, com 28 gols, sete gols a mais do que Luizão, do Corinthians, que não pôde jogar ontem. Uma marca que valorizou o seu passe. Guilherme está emprestado pelo Vasco da Gama, com passe fixado em US$ 2,5 milhões.

Pelo empréstimo, o Atlético pagou US$ 500 mil. Para ficar com o atacante, basta o Atlético depositar US$ 2 milhões. O presidente do clube Nélio Brant já garantiu que a contratação de Guilherme é uma prioridade, embora o empréstimo termine somente em junho. Embora a política do clube mineiro seja não divulgar valores, fontes próximas à presidência garantiu que o Guilherme, hoje, não sai de Belo Horizonte por menos de US$ 15 milhões.

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