Guilherme pode pegar até 22 anos de prisão
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terça-feira, 18 de fevereiro de 2003
Agência Estado 
Marília - O promotor de Justiça José Bento Guimarães, da 2Vara Criminal de Marília (SP), denunciou o atleta Guilherme de Cássio Alves, do Atlético Mineiro, por homicídios culposos na direção do veículo, lesões provocadas em cinco vítimas e por falsidade ideológica. A denúncia foi feita com base no inquérito da Polícia Civil, por causa do acidente envolvendo o jogador, que na época estava no Corinthians e que matou duas pessoas, deixando mais cinco feridas.
O acidente aconteceu em 5 de outubro do ano passado, às 5 horas, quando Guilherme, mais três amigos e quatro garotas de programa saíram de uma casa noturna de Marília, todos no BMW do jogador. Assim que entrou na rodovia SP-294, Guilherme perdeu o controle do carro (segundo Guimarães, a 100 km/h), passou sobre obstáculos que dividem a pista, foi para a contramão e bateu de frente contra o Escort de Marcelo Aparecido de Souza, 31 anos.
No acidente, morreram Marcelo e a sogra dele, Maria Fossaluza, 70. E ainda ficou gravemente ferida a esposa de Marcelo, Rosilene Fossaluza de Souza, 31. Também tiveram escoriações as quatro garotas de programa: Tatiane Costa, Gislaine Arruda, Dulcinéia de Oliveira e Ketima da Conceição. Todas estão movendo ações de indenização contra o atleta, por lesões corporais leves.
A denúncia pede que Guilherme seja condenado por homicídios culposos (sem intenção de matar), lesões e falsidade ideológica (o jogador teria instigado o amigo Fabiano Pardo a assumir que estava na direção do veículo, o que o livrou do exame toxicológico). Se for condenado à pena máxima, ele pode pegar até 22 anos de prisão. Mas mesmo que pegue a pena mínima, acima de quatro anos, não poderá cumpri-la em regime aberto.
Neste caso, Guilherme teria que cumprir a pena em regime semi-aberto, ficando livre durante o dia, mas sendo obrigado a dormir na penitenciária.
A denúncia agora será analisada pelo juiz da 2 Vara Criminal de Marília, José Henrique Ursulino, que vai intimar e ouvir as vítimas, as testemunhas de acusação e de defesa e o jogador Guilherme. A sentença do juiz não deve sair em menos de seis meses.


