Belo Horizonte, 12 (AE) - O centro-avante Guilherme, de 25 anos, chegou ao Atlético, no início do semestre, emprestado pelo Vasco, com a difícil missão de substituir Valdir, um dos maiores ídolos da torcida alvinegra, nos últimos anos. Com o decorrer dos jogos do Brasileiro, o atacante, firme como titular, ao contrário do que ocorreu em outros clubes pelos quais passou, foi conquistando os atleticanos.
Por duas vezes, Guilherme igualou-se ao cruzeirense Alex Alves na liderança da artilharia, com 12 e 16 gols. Com as boas atuações, ele chegou a assumir a meta de ser o maior goleador da competição.
Só que a difícil classificação do Atlético para os playoffs, definida apenas na última rodada, graças à vitória sobre o Grêmio e uma combinação de outros resultados, fez com que o jogador até esquecesse a briga pela artilharia.
"Hoje, eu daria meus gols para quem quizesse, se isso ajudasse o Atlético a chegar à final", diz o atacante, terceiro colocado na disputa, com 16 gols, atrás de Luizão (17) e Alex Alves (22).
Guilherme entende que suas atuações pelo time mineiro, independente de marcar gols, podem contribuir para que seja reconhecido como um dos principais jogadores do futebol brasileiro, na atualidade. "A conquista do título é meu único objetivo", afirma. O atacante lembra que, no ano passado, viu frustrado o sonho de brilhar no campeonato brasileiro. Ele estreou na competição defendendo o Grêmio e, logo depois, seu passe foi comprado pelo Vasco.
No clube carioca, não teve muitas oportunidades entre os titulares e isso gerou indisposições entre o jogador, a comissão técnica e até alguns colegas.
"Mas eu saí de lá sem mágoas", ressalta. No atual clube, Guilherme garante que o clima é outro. "Desde que cheguei ao Atlético, o ambiente tem sido de descontração e não vi nenhum atrito entre os atletas", ressalta.
Para o clássico de hoje, Guilherme procurou alertar os companheiros no sentido de evitar erros cometidos na partida anterior com o Cruzeiro, no campeonato, em que o time foi derrotado por 3 a 0. "O adversário usou três zagueiros jogo e explorou os contra-ataques, enquanto nós jogamos abertos, para cima", diz. "desta vez, temos que redobrar a cautela para evitar surpresas", acrescenta. Também destacou aqueles que considera os três jogadores cruzeirenses mais perigosos. "Além do Alex, eles têm o Muller, um dos melhores que já vi jogar, e o Valdo, que pode desequilibrar uma partida", afirma.

mockup