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Esporte

m de leitura Atualizado em 25/06/2022, 15:31

Guilherme Costa bate novo recorde e fecha Mundial de natação como melhor do Brasil

PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de junho de 2022

DEMÉTRIO VECCHIOLI
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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Guilherme Costa, de 23 anos, o Chachorrão, fechou as provas de natação do Mundial de Esportes Aquáticos, em Budapeste (Hungria) como o grande nome do país no torneio. Medalhista de bronze nos 400m livre, ele disputou neste sábado (25) a final dos 1.500m livre e alcançou um importante sexto lugar, batendo mais uma vez o recorde sul-americano da prova.

O Mundial para Cachorrão, como é conhecido, porém, ainda não chegou nem à metade. Neste domingo (26) ele começa a disputar as competições de águas abertas (modalidade antes denominada maratonas aquáticas), competindo na prova por equipes, um revezamento 4x1,25km. A prioridade, porém, é a disputa dos 10km, distância olímpica, na quarta-feira.

Nas piscinas, Cachorrão conquistou os melhores resultados do Brasil nas provas de fundo. Foi bronze nos 400m livre, batendo o recorde sul-americano duas vezes, nas eliminatórias e na final, e quinto nos 800m livre, com recorde sul-americano. A prova teve os quatro primeiros colocados da Olimpíada, uma raridade neste Mundial, bastante desfalcado por atletas com Covid e pela ausência da delegação da Rússia, suspensa.

Já neste sábado, Cachorrão foi sexto nos 1.500m livre, novamente com recorde sul-americano, 14min48s53, melhorando quatro segundos e meio a marca que fez nas eliminatórias, também recorde continental. O brasileiro chegou a nadar perto dos medalhistas, mas não aguentou o ritmo. Terminou a 12 segundos do bronze.

O pódio teve o italiano Gregorio Paltrinieri, com recorde europeu e do campeonato, o americano Bobby Finke, com recorde nacional, e o alemão Florian Welbrock. O brasileiro só bateu atrás dos quatro primeiros colocados de Tóquio-2020 (os três e o ucraniano Mykhailo Roamanchu) e do alemão Lukas Martens, de 20 anos, fenômeno que foi prata nos 400m livre.

ÚLTIMAS FINAIS

Neste sábado, o Brasil também participou de uma final de nado peito feminino pela primeira vez na história. Jhennifer Conceição, que havia batido o recorde sul-americano dos 50m peito nas eliminatórias, não repetiu o desempenho e terminou em oitavo lugar na final. Se tivesse feito a mesma marca da ontem, 20s28, teria sido sétima, também distante do pódio.

Nos 400m medley, Gabrielle Roncatto terminou as eliminatórias em 16º, fora da final —a prova não tem semifinal. E, nos revezamentos medley, o Brasil não foi bem. Terminou em um modesto décimo lugar tanto entre os homens quanto entre as mulheres.

No masculino, o time vinha de um quinto e um sexto lugares nos últimos dois Mundiais. No feminino o resultado já era esperado, porque o Brasil não levou nenhuma nadadora de costas para o Mundial. Stephanie Balduccini precisou ser improvisada e foi significativamente mais lenta que as especialistas dos outros países.

NADO ARISTÍSTICO TAMBÉM CHEGA AO FIM

Neste sábado se encerraram também as competições de nado artístico em Budapeste. O Brasil participou de cinco finais, metade do total, mas quase sempre em provas que não são disputadas em Jogos Olímpicos. Nas disputas mais importantes, de dueto e conjunto, chegou a uma de quatro finais possíveis.

No dueto, Jullia Catharino e Laura Miccucci, que competem juntas pela primeira vez em um Mundial, ficaram na 15ª colocação na rotina técnica e em um modesto 18º lugar na rotina livre. No âmbito regional, o Brasil está cada vez mais distante dos EUA na disputa pelo posto de terceira força das Américas. Somando as duas rotinas, como é nas Olimpíadas, a distância era de 3.1 pontos no Pan de 2015, foi de 8.4 no Pan de 2019 e, neste Mundial, ficou em 14.9.

Já no conjunto, o Brasil se classificou em 12ª nas eliminatórias da rotina técnica e avançou para a final, onde repetiu o resultado. Na rotina livre, o time brasileiro terminou em 14º lugar. Neste caso, a distância para os EUA passou de 9.6 pontos no Pan de 2019 para 16.7.