Na primeira vitória da sua carreira no Masters Series de Paris, Gustavo Kuerten ganhou ontem por 2 sets a 0 (6/3 e 7/6) do norte-americano Chris Woodruff na sua estréia na edição 2000 do torneio francês. Nas duas vezes anteriores em que jogou o torneio, em 1997 e 1999, ele perdeu na estréia.
Com o resultado, Kuerten se aproximou de Marat Safin na Corrida dos Campeões. Caso o russo não ganhe hoje do suíço George Bastl, Guga precisará apenas de mais uma vitória em Paris para assumir novamente a liderança do ranking.
Apesar de não estar entre os favoritos do torneio, Kuerten acredita que, depois de ganhar o primeiro jogo, o que vem pela frente é imprevisível. ‘‘Sei que não sou o melhor nesse no carpete, mas gosto de surpreender.’’
Durante a partida, que durou 87 minutos, Guga se irritou quando perdeu pontos e chegou a bater com a raquete no chão. ‘‘Não consigo ser frio como um alemão ou um russo. Esse é o meu jeito de jogar, sou muito emocional e gosto de extravasar o que estou sentindo’’, disse.
Ontem, ele venceu o primeiro set com facilidade, depois de quebrar o serviço de Woodruff no quarto game.
Na segunda série, o brasileiro teve o seu serviço quebrado no quarto game. Quando sacava para fechar o set, foi a vez de o norte-americano ter o saque quebrado.
No tie-break, sacando bem, Kuerten não cedeu um ponto sequer para o rival.
A torcida, durante todo o jogo, apoiou o brasileiro, que foi campeão do Aberto da França em 1997 e 2000. ‘‘É muito legal o apoio que recebo dos franceses, eles são muito bacanas comigo’’, disse. ‘‘Acho que, enquanto não encarar um francês, eles vão continuar torcendo por mim.’’ Os gritos de ‘‘Allez, Guga!’’ (‘‘vai, Guga’’) e as palmas da platéia após os pontos marcados pelo jogador brasileiro fizeram com que o juiz tivesse de pedir silêncio várias vezes durante a partida. Agora, Kuerten enfrentará amanhã o vencedor do jogo entre o australiano Patrick Rafter e o francês Julien Boutter.
Novo visualGuga inaugurou ontem um visual de moço comportado. O cabelo curto e o uniforme em tom claro não lembram em nada o visual rebelde do jogador, que já incluiu trancinhas, bandanas e roupas e tênis coloridos.
Segundo ele, a mudança no visual não tem nada de superstição. ‘‘Meu cabelo cresce muito rápido. Não dava mais, tive de cortar’’, disse Kuerten. Ele diz que quando varia o corte de cabelo costuma ter sorte.

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