Guga vê Olimpíada como esperança para tênis
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terça-feira, 30 de julho de 2013
Nathalia Garcia<br>Agência Estado 
São Paulo - Gustavo Kuerten recebeu ontem, em São Paulo, uma homenagem da ATP por ser um dos 16 tenistas que terminaram uma temporada como número 1 do mundo em 40 anos de existência do ranking da entidade. O brasileiro fechou 2000 no topo, depois de ter se sagrado campeão da Masters Cup, competição hoje chamada de ATP Finals, que reúne os oito melhores jogadores do ano.
Durante o evento, Guga aproveitou a entrevista coletiva para comentar sobre o tênis brasileiro, apontando a Olimpíada do Rio em 2016 como a grande chance de desenvolvimento. Segundo ele, é preciso saber atrair os investimentos proporcionados pela realização dos Jogos Olímpicos. "A gente tem que começar a acertar mais, um momento muito importante é a Olimpíada. O que vai acontecer daqui a quatro anos, quando terminar esse investimento maior, quando as empresas naturalmente terão uma retração?", questionou.
Guga enfatizou que a Olimpíada pode servir como um canalizador para o Brasil criar uma estrutura de sucesso no tênis para formação de um número maior de jogadores que poderão integrar a elite no futuro. "Temos de acertar muitas pontas, estruturar toda a base, deixar o plano bem definido e a ação encaminhada. Até 2016 é época de montar tudo e de aproveitar essa oportunidade para criar essa estrutura definitiva", opinou.
O maior nome da história do tênis masculino brasileiro, dono de três títulos de Roland Garros, ainda exibiu otimismo ao fazer "projeções positivas". "O Brasil pode ter cinco jogadores entre os 100 melhores, três no feminino (no Top 100) e ir aumentando este número, chegar a ter uma cultura de tênis. Existiu aquele lampejo (de crescimento), mas a cultura não foi criada", pontuou.
O ex-tenista também destacou que investir na construção de quadras não é o suficiente para o crescimento do tênis no Brasil, lembrando que é preciso criar uma estrutura que valorize professores e treinadores. Ele também disse ter planos ambiciosos como maior instrumento de popularização de sua modalidade no País até hoje, embora enfatize que "o ídolo traz atenção, mas tudo depende de federações e confederação (CBT)".
"Existe essa disposição que tenho de tentar ser produtivo, devolver um pouco para o tênis brasileiro, tenho um projeto, estamos com oito escolinhas de 8 a 10 anos ao redor do Brasil, meu sonho é ter 150, 200 escolinhas. Acho que é fundamental para a base do tênis cuidar do elementar, que é o professor", afirmou Guga.


