Florianópolis Até o início da temporada passada, Gustavo Kuerten era considerado o melhor tenista do mundo em quadras lentas. Tricampeão de Roland Garros e vencedor dos mais importantes torneios disputados nesse tipo de piso (ele tem 13 títulos ao todo), Guga era uma unanimidade. Depois de sofrer uma cirurgia no quadril, em fevereiro de 2002, perdeu o posto de Rei do Saibro e ainda não conseguiu provar que continua dominando sua superfície predileta.
Neste ano, o brasileiro disputou quatro torneios no saibro, venceu nove jogos e perdeu quatro, desempenho aquém de sua média antes da operação. O brasileiro terá uma chance de mudar o rumo dessa história durante o Masters Series de Roma, na Itália, que começa amanhã. Campeão do torneio em 1999, Guga terá pelo menos um rival de peso na disputa: o espanhol Juan Carlos Ferrero, que só perdeu um jogo no saibro neste ano, é um dos favoritos ao título.
Derrotado pelo espanhol no último torneio que disputou, em Barcelona, Guga conhece bem o talento do rival em quadras lentas. Justamente no Masters Series de Roma, em 2001, o brasileiro perdeu para Ferrero na final. Desde aquela temporada, o ''Mosquito'' assumiu a posição que era de Guga e hoje é considerado o melhor tenista do mundo no saibro.
A lua-de-mel de Guga com as quadras de saibro teve seu último momento em julho de 2001, quando o brasileiro conquistou seu último título em quadras lentas, no Torneio de Stuttgart, na Alemanha. Desde então, Guga faturou dois troféus, ambos em piso rápido (Brasil Open, em 2002, e Torneio de Auckland, 2003). Seu desempenho neste ano ainda é pouco expressivo se comparados à média das temporadas anteriores à cirurgia. Em 2001, por exemplo, a esta altura da temporada Guga já havia erguido o troféu de três dos cinco torneios que venceu no saibro naquele ano. Em 2003, o máximo que o catarinense conseguiu foi chegar à fase semifinal, nos torneios de Buenos Aires (Argentina) e Acapulco (México). No Masters Series de Monte Carlo ele foi à segunda rodada e no Torneio de Barcelona caiu nas quartas-de-final.
Se depender do retrospecto em Roma, Guga tem motivos para estar otimista. O brasileiro disputou a competição cinco vezes e somente em duas delas ficou fora da final. Foi vice-campeão em 2000 e 2001 (perdendo para o sueco Magnus Norman e Ferrero, respectivamente) e campeão em 1999, superando o australiano Patrick Rafter na decisão. Em 1998, ano de sua estréia no torneio, Guga chegou à semifinal. Somente no ano passado, ainda em fase de recuperação da artroscopia no quadril, Guga foi mal na competição, sendo eliminado na segunda rodada. Até hoje, o tricampeão de Roland Garros venceu 20 e perdeu apenas quatro jogos na competição.
Campeão do Masters Series de Monte Carlo, em abril, Ferrero é apontado como grande favorito ao título em Roma. Os principais desfalques neste ano serão o australiano Lleyton Hewitt, número 2 do mundo, que prefere se poupar para torneios maiores, e o americano Pete Sampras. O Master Series de Roma distribui US$ 2.450 mil, sendo US$ 400 mil ao campeão. O vencedor fatura ainda 100 pontos na Corrida dos Campeões e 500 no Ranking de Entradas.

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