Guga tenta hoje avançar no US Open
Agência Folha
De Nova York
Depois de conseguir a melhor campanha de sua vida no Aberto dos EUA, Gustavo Kuerten já começa a delinear vôos mais altos. O tenista, que hoje enfrenta Magnus Norman, 24º do ranking mundial, pelas oitavas-de-final, às 12 horas (de Brasília, com transmissão ao vivo pelo canal a cabo SporTV), se diz em boa fase e acha que pode surpreender. Vou continuar da mesma forma, pensando jogo a jogo. Foi assim que eu ganhei Roland Garros. E não tem nenhum favorito a partir de agora, disse Guga ontem.
Ou, como disse ao ser questionado sobre o que achava de John McEnroe (ex-número um do mundo, agora comentarista da TV norte-americana) ter dito que ele era jovem demais para vencer o US Open: Farei 23 anos na sexta-feira. Talvez eu não seja mais tão jovem assim. Com suas boas atuações, Kuerten já começa a empolgar os norte-americanos.
Enquanto a TV o apresentava após a vitória de domingo à noite sobre Goran Ivanisevic (Esse é Gustavo Kuerten , fazia questão de repetir o locutor da Fox), o técnico Nick Bollettieri, um dos maiores reveladores de talentos do tênis mundial, diz que é excitante ver o brasileiro jogar. É errado pensar que ele é apenas um jogador de saibro. Kuerten pode jogar em qualquer superfície. Saca bem, movimenta-se bem e voleia bem.
Assim, embora ainda não tenha ganho destaque nas páginas dos jornais norte-americanos, o brasileiro começa a virar um jogo que lhe era desfavorável no início do Aberto, quando, por causa de seus fracos resultados no país, recebia pouca atenção nos EUA. O brasileiro acha que a quadra de cimento, onde é disputado o torneio, não é mais um obstáculo. Me sinto mais à vontade, comecei a adquirir confiança nessa quadra.
Domingo, em sua terceira partida no Aberto, Kuerten jogou bem e superou o croata Ivanisevic, 39º do ranking mundial, em três sets (6/4, 6/2 e 6/4). Por causa da chuva durante todo o dia em Nova York, a partida acabou ocorrendo à noite, com quase seis horas de atraso em relação ao horário previsto.
Hoje, na quadra central, o brasileiro também enfrenta um tenista de sua geração, que nasceu no mesmo ano (76) e se profissionalizou também na mesma temporada (95). O sueco ganhou o último torneio antes do início do Aberto dos EUA, em Long Island. Na campanha do título, derrotou até o número três do ranking mundial, o russo Yevgeny Kafelnikov.
Norman ganhou de Guga dois jogos realizados no saibro; o brasileiro o venceu há três semanas, em Indianápolis, em piso semelhante ao do Aberto dos EUA.





