São Paulo - Gustavo Kuerten está com o caminho livre para disputar o Pan do Rio. Como atual número 670 do ranking mundial, o tricampeão de Roland Garros precisaria de um wild card (convite) para entrar na chave, mas não haverá mais o ranking de corte na competição, que era de 300 para o masculino e 500 para o feminino. O regulamento do torneio de tênis do Pan vai seguir as normas da Olimpíada e coloca um limite de três jogadores por país.
Os dez wild cards - seis para os homens, na chave de 48 participantes, e quatro para mulheres, em 32 - serão distribuídos pelo critério geográfico, dando vaga a países sem muita tradição no esporte, que contam com jogadores, às vezes, até mesmo sem classificações nos rankings da ATP e da WTA. O espírito é abrir oportunidades. Dos três jogadores de cada país, dois deles serão inscritos para jogar também a dupla.
O torneio feminino vai abrir a disputa do tênis no Pan, de 18 a 22 de julho, enquanto o masculino teve de ir para a data de 23 a 28 por dois motivos: o número limitado de quadras na sede do clube Marapendi, na Barra, e alguns países do continente disputarão jogos da Copa Davis no período.
Para receber o Pan, o Clube Marapendi vai ter de passar por reformas. As quadras precisarão se adequar a regulamentos internacionais, como medidas de fundo e lateral. Além disso, o Co-Rio vai ainda utilizar cinco quadras para treinamentos no Rio Sport Center. Quatro delas poderão ser usadas pela Federação Carioca - depois do Pan - para projetos sociais.
Este pequeno legado não agradou muito o presidente da CBT, Jorge Lacerda da Rosa, que esperava aproveitar o Pan para construir um centro de treinamento no Rio. O dirigente também demonstrou descontentamento com o ritmo das decisões e das obras. ''Precisamos de cem dias para realizar as reformas nas quadras do Marapendi e é preciso começar rápido.''

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