Guga supera Bruguera e pega Muster na semifinal
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sexta-feira, 02 de outubro de 1998
Agência Estado 
Gustavo Kuerten fez a festa brasileira ontem na ilha de Palma de Mallorca, na Espanha. Antes de enfrentar Sergi Bruguera e vencer por 6/4 e 6/4, um grupo de sambistas entrou na quadra, montada em uma arena de touros, para animar a torcida, de muitos turistas alemães, e deu o ritmo para a vitória de Guga. Com o resultado, num jogo em que repetiu a final de Roland Garros de 1997, o tenista brasileiro passou para as semifinais da competição. Hoje, enfrenta o austríaco Thomas Muster, outro jogador que esteve em seu caminho na memorável campanha do Aberto da França do ano passado.
Satisfeito com sua atuação e no clima do samba, Gustavo Kuerten entrou na sala para entrevista batucando e cantarolando. Estava claramente contente com sua atuação, numa partida delicada. Todos viam este jogo como o tira-teima da final de Roland Garros e Bruguera, embora esteja apenas na 127ª posição do ranking mundial, vinha de uma boa vitória sobre Alex Corretja, e poderia ameaçar o favoritismo do brasileiro. O jogo foi bem diferente da final de Roland Garros, contou Kuerten. A motivação era outra. Lá valia um título de Grand Slam e agora estávamos apenas numa quartas-de-final.
Para as semfinais de hoje, Kuerten espera manter seu estilo. Enfrentou Thomas Muster apenas uma vez, justamente na terceira rodada de Roland Garros 97, vencendo em cinco sets, num resultado que abriu a porta para chegar ao título. O Muster é um lutador e vai em todas as bolas, definiu Guga. E se der chance vou, mais uma vez, usar as curtinhas para ganhar os pontos.
Para a final do torneio de Mallorca, já se fala muito na possibilidade de Kuerten enfrentar Carlos Moya, num jogo que reuniria os dois últimos campeões de Roland Garros. O ambiente leva a isso. Até mesmo o cartaz promocional da competição diz Samba em Mallorca, aproveitando uma época festiva da ilha, local de turismo sofisticado, que se despede da alta temporada. E quando perguntaram a Guga se seria um sonho enfrentar Moya na final, ele definiu de forma direta: Para mim vai ser um pesadelo.
Outros resultados de ontem: Fernando Vicente (Espanha) venceu Tomás Carbonell (Espanha) por 5/7, 7/6 (8 x 6) e 6/4; Thomas Muster (Áustria) a Tommy Haas (Alemanha), 3/6, 6/3 e 6/4; e Carlos Moyá (Espanha) a Thomas Schiessling (Áustria), 7/5 e 6/4.


