Costa do Sauípe - Com a aposentadoria já anunciada, Gustavo Kuerten deixará as quadras ainda no primeiro semestre deste ano. Maior tenista brasileiro da história, Guga colecionou títulos, como os três de Roland Garros, foi número 1 do mundo e virou ídolo internacional. Mas não deixou sucessores no tênis nacional.
O fim da carreira de Guga coincide com uma das mais críticas fases do tênis brasileiro. Entre os homens, não há sequer um jogador entre os cem melhores do mundo. E há muitos anos o tênis feminino do Brasil não conta com jogadoras que disputem os torneios do Grand Slam.
Apesar do cenário sombrio, Guga revela-se um otimista e pede paciência para que o efeito de sua ''era'', o que chegou a ser uma ''Gugamania'', possa dar resultados. ''Estes novos jogadores que estão surgindo começaram a se interessar pelo tênis nos tempos em que ganhei Roland Garros'', lembrou o tenista, ao falar do torneio francês que conquistou em 1997. ''Não acho que se deva fazer cobranças.''
As perspectivas, porém, não são nada animadoras. Até mesmo o jovem Thomaz Bellucci, que tem 20 anos e já mostrou ser um jogador de grande potencial e talento, sentiu a responsabilidade de jogar o seu primeiro torneio da série ATP, justamente na semana de despedida de Guga. Ele caiu logo na estréia do Brasil Open, na Costa do Sauípe (BA), ao perder para o veterano equatoriano Nicolas Lapentti, que tem 31 anos.
Por sorte, Bellucci resolveu seguir o único caminho que pode levá-lo a conquistar sucesso no circuito profissional de tênis. Vai viajar para o exterior e promete encarar os grandes adversários sem temor. Depois da Costa do Sauípe, ele segue para Buenos Aires para jogar o difícil qualifying do torneio argentino.

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