São Paulo - Em busca do tempo perdido, Gustavo Kuerten promete ter uma temporada das mais agitadas em 2003. Segundo seu calendário, anunciado ontem, só no primeiro semestre irá disputar 22 semanas de torneios, o que será bastante exigente, comparado ao fato de os principais jogadores disputarem em média num ano aproximadamente 25 semanas.
Se o físico aguentar, Guga muito provavelmente já poderá comemorar nos primeiros meses do próximo ano uma rápida recuperação no ranking mundial, em que ocupa atualmente a 37 colocação. Também como era de se esperar, o tenista brasileiro vai investir nas competições de saibro, seu terreno preferido.
Planeja jogar nesta superfície oito competições, contra seis em quadras sintéticas. ''Meu calendário será praticamente o mesmo de outras temporadas, com exceção deste ano em que tive de passar pela cirurgia. A diferença é que vou jogar todos os Grand Slams e Masters Series.'' A novidade será mesmo sua participação no torneio de Wimbledon, que não joga há dois anos, mas já esteve nas quartas-de-final, numa bela campanha.
O ano de Guga começa na Oceania, para onde viaja no dia 1º de janeiro, jogando a partir do dia 6 em quadras rápidas no Tour de Auckland, na Nova Zelândia primeira vez disputa a competição. Com este ''aperitivo'' espera chegar bem preparado para o Aberto da Austrália, em que jamais passou da segunda rodada.
Guga vai ser obrigado a manter-se nas superfícies sintéticas. Na primeira semana de fevereiro integra a equipe brasileira da Copa Davis, para o confronto diante da Suécia, em Helsinborg, em quadras de carpete. Depois espera poder ir para o saibro, em competições que ainda não estão confirmadas, como Buenos Aires e Acapulco.
O circuito da ATP, obrigará mais uma vez Guga a ir para as quadras rápidas nos Masters Series de Indian Wells e Miami. E só então dará início ao que costuma chamar de seu ''ganha pão'', jogando a partir de 14 de abril na temporada européia de saibro, começando com Monte Carlo que já foi campeão duas vezes seguindo para Barcelona, Roma, Hamburgo e culminando com Roland Garros, na última semana de maio. No mês seguinte, vai à grama de Wimbledon, sem nenhum torneio preparatório para esta superfície.

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