Gustavo Kuerten decide hoje, pela terceira vez, o título do Torneio de Roland Garros. O advresário é o espanhol Alex Corretja, a partir das 9h30 (horário de Brasília). O tricampeonato neste torneio não vale apenas o prêmio de US$ 780 mil e a unificação dos dois rankings masculinos para Gustavo Kuerten. Significa também a vaga automática para a Masters Cup de Sydney, um feito importante porque o brasileiro defende o título da competição e nada menos que 650 pontos no ranking de entradas.
Se perder hoje, o brasileiro irá aparecer no topo da lista que será divulgada amanhã, com uma vantagem de 40 pontos sobre o norte-americano Andre Agassi. Este irá ultrapassar o russo Marat Safin e subirá para o segundo lugar. Se o tenista brasileiro for campeão em Roland Garros, a diferença entre ele e Agassi chegará a 340 pontos.
Vencendo hoje, Guga se tornará o quarto jogador a atingir o tricampeonato em Roland Garros desde o início da era profissional, em 68. O brasileiro ganhou o torneio em 1997 e repetiu a conquista no ano passado. O primeiro tri foi o sueco Bjorn Borg, campeão em 74, 75 e 78 (depois, viria a faturar ainda os torneios de 79 a 81). Depois, veio o então tcheco Ivan Lendl, que se naturalizou norte-americano e faturou os títulos de 84, 85 e 87. Outro sueco, Mats Wilander, venceu Roland Garros em 82, 85 e 88.
Se derrotar Corretja hoje, o brasileiro marca alguns feitos. Será o primeiro a ganhar o campeonato depois de salvar um match point desde o italiano Adriano Panatta, em 76. Em toda a história do torneio, apenas outros três tenistas repetiram isso. Outro fato curioso é que nenhum cabeça-de-chave número um chegava à final desde Jim Courier, em 92 (que acabou levando o título). O último campeão a repetir seu título foi o espanhol Sergi Bruguera, em 93 e 94.
Guga também tem seu nome registrado na história do torneio – e de todos os Grand Slam – por ter sido o segundo jogador de pior ranking a conquistar o título em 97, quando era apenas o 66º do mundo.
Confiança – No íntimo, com certeza, Gustavo Kuerten dá sempre um sorriso quando sabe que vai ter pela frente um tenista da Espanha. Embora não declare abertamente, ele tem um bom motivo para isso: os espanhóis são seus maiores fregueses. O tenista brasileiro ostenta um incrível retrospecto diante destes jogadores, com 48 vitórias contra 18 apenas derrotas em toda sua carreira. Para a final de hoje, Guga vai enfrentar outro daqueles fregueses de ‘‘carteirinha’’, Alex Corretja. Das seis vezes que se encontraram, o brasileiro venceu quatro, justamente as últimas partidas.
Pela primeira vez desde que entrou de forma definitiva para a elite do tênis, em 1997, Gustavo Kuerten deve ficar fora de um torneio de Grand Slam. Sexta-feira, o brasileiro confirmou sua intenção de não participar do Torneio de Wimbledon, que começa no próximo dia 25. ‘‘Tenho 95% de possibilidade de não jogar em Wimbledon’’, disse.

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