Guga pode ser tri hoje em Roland Garros
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sábado, 09 de junho de 2001
Da Redação 
Gustavo Kuerten decide hoje, pela terceira vez, o título do Torneio de Roland Garros. O advresário é o espanhol Alex Corretja, a partir das 9h30 (horário de Brasília). O tricampeonato neste torneio não vale apenas o prêmio de US$ 780 mil e a unificação dos dois rankings masculinos para Gustavo Kuerten. Significa também a vaga automática para a Masters Cup de Sydney, um feito importante porque o brasileiro defende o título da competição e nada menos que 650 pontos no ranking de entradas.
Se perder hoje, o brasileiro irá aparecer no topo da lista que será divulgada amanhã, com uma vantagem de 40 pontos sobre o norte-americano Andre Agassi. Este irá ultrapassar o russo Marat Safin e subirá para o segundo lugar. Se o tenista brasileiro for campeão em Roland Garros, a diferença entre ele e Agassi chegará a 340 pontos.
Vencendo hoje, Guga se tornará o quarto jogador a atingir o tricampeonato em Roland Garros desde o início da era profissional, em 68. O brasileiro ganhou o torneio em 1997 e repetiu a conquista no ano passado. O primeiro tri foi o sueco Bjorn Borg, campeão em 74, 75 e 78 (depois, viria a faturar ainda os torneios de 79 a 81). Depois, veio o então tcheco Ivan Lendl, que se naturalizou norte-americano e faturou os títulos de 84, 85 e 87. Outro sueco, Mats Wilander, venceu Roland Garros em 82, 85 e 88.
Se derrotar Corretja hoje, o brasileiro marca alguns feitos. Será o primeiro a ganhar o campeonato depois de salvar um match point desde o italiano Adriano Panatta, em 76. Em toda a história do torneio, apenas outros três tenistas repetiram isso. Outro fato curioso é que nenhum cabeça-de-chave número um chegava à final desde Jim Courier, em 92 (que acabou levando o título). O último campeão a repetir seu título foi o espanhol Sergi Bruguera, em 93 e 94.
Guga também tem seu nome registrado na história do torneio e de todos os Grand Slam por ter sido o segundo jogador de pior ranking a conquistar o título em 97, quando era apenas o 66º do mundo.
Confiança No íntimo, com certeza, Gustavo Kuerten dá sempre um sorriso quando sabe que vai ter pela frente um tenista da Espanha. Embora não declare abertamente, ele tem um bom motivo para isso: os espanhóis são seus maiores fregueses. O tenista brasileiro ostenta um incrível retrospecto diante destes jogadores, com 48 vitórias contra 18 apenas derrotas em toda sua carreira. Para a final de hoje, Guga vai enfrentar outro daqueles fregueses de carteirinha, Alex Corretja. Das seis vezes que se encontraram, o brasileiro venceu quatro, justamente as últimas partidas.
Pela primeira vez desde que entrou de forma definitiva para a elite do tênis, em 1997, Gustavo Kuerten deve ficar fora de um torneio de Grand Slam. Sexta-feira, o brasileiro confirmou sua intenção de não participar do Torneio de Wimbledon, que começa no próximo dia 25. Tenho 95% de possibilidade de não jogar em Wimbledon, disse.


