Guga perde patrocínio e cai no ranking
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segunda-feira, 15 de setembro de 2003
Agência Estado 
São Paulo - A situação não anda nada tranquila nestes dias para o tenista Gustavo Kuerten. Apesar de ter chegado às semifinais do Brasil Open, na Costa do Sauípe, não defendeu os pontos do título conquistado ano passado e caiu três posições no ranking mundial. É agora 17º colocado, cada vez mais longe de seu objetivo que era o de terminar a temporada de 2003 no grupo dos top ten. Também ontem perdeu um de seu mais fortes patrocinadores, a Olympikus, num fim de acordo que já era esperado, pois o atleta há meses não vinha calçando o tênis do patrocinador. Para completar, Guga esta semana carrega nas costas a responsabilidade de manter o Brasil no Grupo Mundial da Copa Davis, na repescagem que será disputada diante do Canadá, em Calgary, numa quadra nada agradável ao brasileiro: carpete coberto.
Sem a Olympikus, Guga irá usar uma roupa branca nos jogos da Copa Davis. Isso significa que não chegou a um acordo com outro fabricante de roupas esportivas, que tempos atrás brigavam para ter o tenista número 1 do Brasil com sua logomarca. Os outros patrocinadores do jogador continuarão a fazer parte de sua roupa, como, por exemplo, o Banco do Brasil e o guaraná Kuat.
O contrato de Guga com a Olympikus começou em janeiro de 2002. Em fevereiro do mesmo ano o tenista passou por uma cirurgia e desde então não repetiu as grandes conquistas de sua carreira. Um comunicado distribuído ontem diz que a ''Olympikus está feliz com os resultados alcançados no Brasil e no Exterior'', enquanto Guga revela ter se sentido orgulhoso em usar um produto nacional e ter contribuído muito para o fortalecimento da marca Olympikus dentro e fora do Brasil.'' O contrato, porém, foi desfeito antes do programado.
Em Calgary, Guga já se juntou aos outros integrantes da equipe brasileira: Flávio Saretta, Ricardo Mello e André Sá, além do reserva Franco Ferreiro. O técnico Ricardo Acioly disse estar satisfeito com o fato de a bolinha não ser tão rápida, o que pode favorecer os jogadores brasileiros.
No ranking mundial, além da queda de Guga para a 17 posição, Flávio Saretta subiu duas posições indo para 44º, Ricardo Mello é agora o terceiro melhor brasileiro, em 149º, Daniel Melo vem em 152º e André Sá foi para 178º.


