Num jogo de muito nervosismo, Gustavo Kuerten derrotou ontem o norte-americano Geoff Grant por 3 x 2, parciais de 6/4, 3/6, 6/7 (4/7) e 6/3, passando para a segunda rodada do Aberto dos Estados Unidos (US Open). Sentindo a pressão, como um dos cabeças-de-chave, de ser bem-sucedido no torneio, o brasileiro teve muitas dificuldades na partida. Em duas ocasiões, discutiu asperamente com o juiz espanhol, reclamando de sua atuação.
No final, saindo da quadra 3 de Flushing Meadows, Kuerten resumiu com poucas palavras seu estado de espírito. ‘‘Estou aliviado. Muito aliviado’’, confessou. Uma das principais dificuldades de Kuerten foi acertar o saque. Em quadras sintéticas, como as de Flushing Meadows, o jogo é muito mais rápido do que no saibro, em que o brasileiro é especialista.
Apesar de ter treinado o fundamento nas últimas semanas, Kuerten não conseguiu sacar com a força desejada, facilitando a devolução de Grant. Para o brasileiro, o momento mais importante do jogo foi no terceiro set, quando estava vencendo por 5 x 3. ‘‘Era a chance de ter fechado, mas deixei ele quebrar meu serviço e ganhar moral.’
O próximo jogo de Kuerten, provavelmente quinta, será contra o holandês Sjeng Schalken, que superou seu compatriota Dennis Van Scheppingen por 3 x 0 (6/4, 6/3, 6/4). Shalken é o número 22 do mundo.
Fernando Meligeni e André Sá, que também estão participando do Aberto, assistiram ao jogo a partir do segundo set, quando o norte-americano começou a melhorar. Meligeni, parceiro de Kuerten em duplas, estréia hoje em simples, contra o venezuelano Jimy Szymanski, 352 do mundo. Em duplas, a estréia será contra Wayne Ferreira, da África do Sul, e David Adams, que está se naturalizando australiano.
André Sá, que treinou cinco anos na academia de tênis de Nick Bolletieri, na Flórida, faz dupla com o mexicano Oscar Ortiz. O russo Yevgeny Kafelnikov e o checo Daniel Vasek são os adversários.

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