Agência Estado
Do Rio de Janeiro
Com a chegada de Gustavo Kuerten ao Rio, está completa a equipe brasileira que disputará as quartas-de-final da Copa Davis, contra a Eslováquia, de sexta-feira até domingo. Guga não treinou ontem por estar cansado por causa do desgaste sofrido na final do Ericsson Open, de Miami, em que perdeu para o norte-americano Pete Sanpras por 3 sets a 1.
Confirmado na oitava posição na chamada ‘‘Corrida dos Campeões’’ – que leva em conta apenas os jogos desta temporada – e 4º no ranking da Associação de Tenistas Profissionais (ATP), o tenista brasileiro passou rapidamente pelo Clube Marapendi, na Barra da Tijuca, onde serão realizadas as partidas pela Davis. Mal-humorado, Guga não quis responder a perguntas sobre a derrota na final. ‘‘Esse jogo já passou, vamos pensar na Davis’’, esquivou-se.
Mais cedo, no Aeroporto Internacional do Rio, ele lamentou o resultado, explicando que ‘‘bateu na trave’’. Ressaltou, no entanto, que ficou satisfeito por ter feito partidas equilibradas contra os melhores tenistas da atualidade, mesmo atuando no piso sintético.
Segundo Guga, não haverá problema para se readaptar ao saibro, piso do Clube Marapendi. ‘‘Não faz tanto tempo assim que joguei pela última vez no saibro’’, lembrou. O tenista deve voltar a treinar hoje ou quarta-feira. ‘‘Esse dois dias vou aproveitar para descansar um pouco, para treinar no mesmo ritmo dos outros a partir da풒, explicou.
Guga garantiu que está motivado para a Copa Davis, afirmando que a competição é diferente do circuito da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP). ‘‘Normalmente ficamos jogando sozinhos, e na Davis tem esse negócio do grupo, que tem uma união sólida’’, afirmou. O fato de ter uma semana para se preparar para as partidas também foi destacado pelo tenista. ‘‘No circuito, quando acaba um torneio já começa o outro.’’
Treinos – Os outros tenistas da equipe brasileira realizaram treinos específicos. Jaime Oncins deu ênfase ao treinamento de saques, enquanto Fernando Meligeni, tenista nº 2 do Brasil, praticava devoluções. André Sá e os reservas, Flávio Saretta e Alexandre Simoni, também fizeram movimentações nas quadras auxiliares.
Ao contrário de Guga, Meligeni acredita que o calor vai beneficiar o Brasil. ‘‘Pode ajudar porque eles não estão acostumados’’, contou. Ele ressaltou que os eslovacos são tenistas de alto nível e, por isso, estão preparados para atuar em qualquer condição. Os eslovacos treinaram ontem após os brasileiros e chegaram a disputar um partida de futebol em uma das quadras.
Para isso, Meligeni conta com a torcida dos cariocas. ‘‘Vamos armar um superalçapão aqui’’, brincou, fazendo referência ao Clube Marapendi. A quadra principal tem capacidade para oito mil pessoas e a expectativa é de que todos os ingressos sejam vendidos até sexta-feira.
O técnico e capitão da equipe brasileira, Ricardo Acioly, concordou com Meligeni. ‘‘Está um clima muito bom na cidade; está havendo uma atenção do público carioca em relação às partidas.’’ Se ganhar, o Brasil passa para as semifinais e terá pela frente o vencedor da disputa entre Austrália e Alemanha.Tenista recusa-se a comentar a derrota para Sampras em Miami e prevê fácil readaptação ao saibro para encarar a Escoláquia
Arquivo FolhaUNIÃO ESSENCIALGuga (D) é abraçado após a vitória sobre a França: com ele, equipe da Copa Davis fica completa no Rio

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