Guga faz estréia em torneio milionário
Agência Folha
De São Paulo
Gustavo Kuerten estréia hoje no mais generoso torneio do tênis. O brasileiro, quinto colocado do ranking mundial, enfrenta o britânico Greg Rusedski, sexto da classificação, pela primeira rodada da Copa Grand Slam. A partida começa às 12 horas com transmissão pela televisão a cabo (SporTv). Dada a primeira raquetada na partida, Kuerten já garante US$ 100 mil, quase o prêmio que recebeu por atingir as quartas-de-final no Aberto dos EUA (US$ 105 mil). Se chegar ao título, ganhará US$ 1,3 milhão, o dobro do prêmio do vencedor do Aberto dos EUA.
A premiação alta é uma tentativa de tornar o torneio que não distribui pontos para o ranking da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) interessante para os jogadores. A competição, cuja tradição é relativamente pequena (surgiu em 1990), tem algum caráter político. Representa uma reação da Federação Internacional de Tênis ao poder da ATP, que domina o calendário do esporte. Mas a Copa Grand Slam, que ocorre em Munique, perde em prestígio para a Copa do Mundo, essa sim organizada pela ATP, também na Alemanha (em Hannover), em novembro.
Os critérios de classificação para os dois torneios são diferentes. Na Copa Grand Slam, jogam os 12 jogadores e as oito jogadoras de melhor desempenho nas quatro principais competições do ano (os Abertos da Austrália, da França, dos EUA e Wimbledon).
Na Copa do Mundo, antigamente conhecida como Masters, atuam os oito jogadores de melhor performance em todos os torneios da temporada o feminino organiza sua própria competição de final de ano. O formato das duas competições também é diferente. A Copa Grand Slam ocorre no tradicional mata-mata, com quatro jogadores entrando só na segunda rodada. A Copa do Mundo é disputada em dois grupos, depois semifinais e final.
E a distribuição de prêmios é feita de forma bastante distinta. Enquanto o torneio que começa hoje opta por pagar bem para todos, a Copa do Mundo, que conta pontos para o ranking, dá mais dinheiro para o campeão (quase US$ 1,4 milhão), mas menos para quem fracassa no início. Neste ano, apesar de todos os incentivos financeiros, quase metade (5) dos 12 tenistas classificados desistiu de participar da Copa Grand Slam por contusão, como Pete Sampras.
Outros, como o britânico Tim Henman e o francês Cédric Pioline, optaram por jogar o Torneio de Toulouse, na França competição que dá ao campeão US$ 54 mil, quase a metade do prêmio por participação na Copa Grand Slam, mas distribui pontos para o ranking mundial. Com isso, abriu-se, por exemplo, uma vaga para Fernando Meligeni, que havia ficado em 13º na lista classificatória. Será a primeira vez que o Brasil terá dois representantes na competição alemã. Meligeni só estréia amanhã. Ele enfrenta o equatoriano Nicolás Lapentti, 14º na classificação.
A Copa Grand Slam marca o início da derradeira fase da temporada do tênis: a do carpete em ginásios europeus. É a parte do ano mais difícil para Kuerten, já que os torneios são jogados em quadras muito rápidas como a do confronto entre Brasil e França, pela Copa Davis. A principal competição é justamente a Copa do Mundo, no final de novembro, na Alemanha.Tenista brasileiro enfrenta hoje o britânico Rusedski na abertura da Copa Grand Slam, que dará US$ 1,3 milhão ao vencedor
Arquivo FolhaGOLPE DE MESTREGustavo Kuerten em ação: só para entrar em quadra ele ganhará o mesmo valor das quartas-de-final do US Open





